Confesso que sempre tive um pé atrás com o tal de Ensino í distância.
Como alguém pode aprender alguma coisa sem um professor fisicamente ao seu lado. O ensino conhecido como presencial foi o modelo que aprendemos e ensinamos há bastante tempo, mas de 2000 para cá o ensino virtual cresceu 45.000% (é isto mesmo, este número não tem zeros a mais não) em números de alunos no país.
Para quem mora longe de uma universidade ou não pode ir í aula todos os dias, a Educação a distância (EAD) parece ideal. Por isso, ela tem conquistado tanto espaço. Em 2000, 13 cursos superiores reuniam 1.758 alunos. Em 2008, havia 1.752 cursos de graduação e pós-graduação lato sensu com 786.718 matriculados, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). A modalidade de ensino usa ambientes virtuais, chats, fóruns e e-mails para unir professores e turmas.
Mas não é de agora este ensino í distância. Lembro que muita gente se formava em cursos superiores í distância (não sei se a distância dos livros ou por ser mesmo longe do seu domicílio) através de estudos com apostilas e uma prova final na cidade sede da universidade. E, se não me engano, tem alguns torrenses com diplomas nesta modalidade antiga e pelo que sei são competentes nas suas profissíµes.
Hoje não é mais como antigamente. Podemos fazer os cursos em casa com o auxílio de uma ferramenta fantástica que é a internet. Um professor tutor nos auxilia com o conteúdo e cada disciplina tem pelo menos uma prova presencial.
Esta qualificação virtual também é oferecida através de cursos de extensão, que são conteúdos segmentados a diversas áreas do conhecimento. Muitos desses cursos são disponibilizados pelo governo federal gratuitamente. São os cursos direcionados a qualificação da mão de obra que irá receber os turistas que virão para os dois grandes eventos que ocorrerão no Brasil: A Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas.
Considero que, embora diferente do modelo que fomos criados, o novo modelo virtual (EAD) sem dúvida está mais próximo do público estudante de hoje. Os alunos, de hoje, não são os mesmos de 50 anos atrás. Eles possuem mais facilidades de acesso í s informaçíµes do que nós tínhamos antigamente e, como foram criados ao lado do computador, se adaptam melhor a uma aula sem professor presente.
Escrevo a este respeito para alertar sobre as facilidades de acesso ao ensino e a qualificação. Com um pouco de esforço físico, mental e talvez financeiro, podemos nos qualificar e entrarmos no mercado em cargos mais compensadores.
Distância, pelo menos, não é mais uma desculpa para a falta de qualificação.
Vamos ter que arrumar uma nova desculpa!
Roni Dalpiaz
Site: www.ronidalpiaz.com.br e-mail: ronidalpiaz@gmail.com
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Referências
http://revistaescola.abril.com.br


