Quem sofre são os Turistas e quem vive do Turismo…

5 de outubro de 2011

Quem sofre são os Turistas e quem vive do Turismo…

   

A diretoria da rodoviária de Torres colocou   uma faixa de protesto  em frente a seu estabelecimento. Os donos da estação de í´nibus reclamam da falta de manutenção da via de acesso dos í´nibus, que por sua vez reclamam da rodoviária e pressionam o DAER para que este pressione a mesma diretoria da concessão em Torres.  

Formalmente a área em discussão é uma rua, portanto de responsabilidade de manutenção da municipalidade. Mas no mesmo trecho de rua somente é permitida a passagem de í´nibus, veí­culos pesados, o que de certa forma inclina um pouco a responsabilidade para a concessionária.  

A prefeitura municipal há quatro anos já fez manutenção na área, que é calçada com pedras irregulares. Mas o local já exige nova manutenção, junto com outras várias ruas da cidade, que carecem de reparos há anos. Difí­cil a equação, não.    

Mas quem sofre são os empreendedores do turismo da cidade. Pois os visitantes ao chegarem í  estação rodoviária certamente não gostam da primeira impressão que sentem. Olho no lance. Sugiro um acordo!

 

     

Buracos cinqí¼entenários

   

Falando em buracos em vias calçadas com pedras irregulares em Torres, todos sabem que se trata de um problema que NUNCA FOI ATACADO, por nenhuma administração, pelos menos de forma que chamasse a atenção.   Aqui na Alexandrino de Alencar, próximos de onde moro, existem dois bueiros que já quebraram carter de Dodge Darts e Galaxis, na década de 1970. Eu, por exemplo,   brincava nos anos 60 de Monareta, í  época, utilizando os mesmos calombos como rampa para treinar saltos. Calombos que estão ali até hoje.  

Se não tiver disponibilizado formalmente no orçamento da secretaria de obras uma verba para manutenção destas vias antigas, a cidade continuará com buracos que podem comemorar seus aniversários cinqí¼entenários.  

Isto mostra que o orçamento de Torres ainda é pequeno para as demandas, se não outros prefeitos teriam feito o serviço, o que não me lembro: as provas são cabais e cinqí¼entenárias, muitas delas.

   

Tapa buraco anual

   

E os buracos no asfalto mais uma vez se multiplicam nesta época pós-inverno e chuvosa. Desde que estou aqui (1997) as reclamaçíµes são pontualmente anuais e pontualmente em setembro e outubro. E geralmente as operaçíµes Tapa-buracos são realizadas em novembro, mas as reclamaçíµes sempre são feitas como se não fossem repetiçíµes de anos a anos seguidos.  

A única forma de muar isto definitivamente é termos uma verba provisionada para manutenção sistêmica na cidade, independente da época do ano. As poças causadas pelo baixo ní­vel da cidade e pelo alto ní­vel do lençol freático continuarão se formando, mesmo com tratamentos programados corajosa e ineditamente pela prefeitura, que já ETA em obras para terminar com parte do problema na Praia Grande. Mas mesmo assim existem dados técnicos de provisionamento para manutenção de asfalto. Com o comemorado por todos aumento de novas ruas asfaltadas, a medida provisionadora é ainda mais urgente. Uma idéia. Aí­ não esperaremos sempre um ano em alguns casos para vermos buracos arrumados pela cidade.

 

   

Novo paradigma

       

O novo Plano Diretor de Torres que está sendo apresentado e irá ser votado na Câmara logo possui uma inteligentí­ssima nova forma de visualizar o crescimento autosustentável econí´mica e ecologicamente. Trata-se da chamada Via Frente Parque, um local que está planejado para serem construí­dos edifí­cios com boas alturas defronte ao Parque Itapeva, no sudoeste da cidade, na região do fundo do atual bairro Vila Nova até os arredores da Estrada do Mar. Trata-se de uma nova frente de paisagem que se somará í s já existentes paisagens do mar, do rio e da Lagoa do Violão. Parabéns aos idealizadores e í  prefeitura, que está já inclusive providenciando verbas federais para a construção da Entrada Sul.   í‰ uma nova linha de horizonte para o futuro de Torres.

     

Corredor ecológico

       

Outro bonito fragmento que está implementado no novo Plano Diretor é o Corredor Ecológico. Uma avenida, que vai do Parque até o Mampituba, que terá um canteiro central preservado naturalmente para que a água flua do Parque para o Rio , e para que animas possam buscar água e alimento nas margens do curso d™água.

 O mais bonito disto é o regime urbano previsto para o corredor: Baixí­ssima densidade. Isto indica que bonitas e charmosas casas serão construí­das no local, pois se tratará de uma área nobre. Ou seja, uma via altamente vegetada para os turistas e moradores passearem ou morarem.                


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