Reduzir desperdí­cio e comprar produtos da estação pode ter impacto importante na saúde, no bolso e no ambiente

24 de julho de 2012

 

 Um estudo divulgado na quarta-feira (18) pela organização não governamental Oxfam indica que pequenas mudanças no consumo dos alimentos, como reduzir o desperdí­cio, comprar produtos da estação e cozinhar de forma eficiente, podem provocar impactos gigantescos no atual sistema alimentar global.

A pesquisa ouviu mulheres residentes em cidades de seis paí­ses: Brasil, índia, Filipinas, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos. O documento propíµe novas maneiras de se consumir alimentos com base em princí­pios que incluem também o apoio a agricultores familiares.

A coordenadora da campanha Cresça da Oxfam no Brasil, Muriel Saragoussi, lembrou que um terço dos alimentos produzidos no mundo vai parar no lixo, enquanto cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no planeta. Isso não faz sentido, disse. Um dos exemplos citados no estudo trata do consumo de maçãs “ cerca de 5,3 bilhíµes de unidades estragam todos os anos apenas nos seis paí­ses onde as entrevistas foram feitas.

 

Agricultura Familiar é a saí­da

 

 

 

Reduzir o consumo de carne e de derivados do leite também é uma alternativa indicada pela ONG, em razão da frequente prática da pecuária extensiva (criação de bovinos em grandes terrenos, mas com baixa produção). Nossa ideia é em poderar [fortalecer] as mulheres consumidoras como autoras das mudanças nos padríµes de consumo e de desperdí­cio, explicou Muriel.

O Brasil aparece no levantamento como um paí­s onde 70% dos alimentos consumidos são fruto da agricultura familiar. í‰ dela que vem o alimento que está na sua mesa e na minha mesa, mas eu preciso saber como isso é feito e me importar em apoiar o agricultores familiares, destacou a coordenadora da Oxfam. Segundo ela, um alimento orgânico vendido em supermercados brasileiros chega a ser até 400% mais caro em relação aos comercializados em feiras de produtores.

No Brasil, as mulheres parecem bastante conscientes e desejosas de aumentar sua capacidade de poder escolher. Elas querem saber como economizar, como comprar no comércio justo e buscam informaçíµes, disse. Entre as entrevistadas, 57% das brasileiras declararam que se chateiam quando jogam alimento fora, contra 39% no Reino Unido, por exemplo.

Por Agência Brasil


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