Paula Borowsky
Todos nós somos vaidosos e é necessário que tenhamos cuidado para que a vaidade não se torne orgulho e arrogância. Vaidade excessiva pode contaminar a relação quando envolve ciúmes e rivalidade.
A compreensão e humildade muitas vezes são o caminho para contornar conflitos. Quando a vaidade ultrapassa o limite do amor próprio e se apresenta como uma vontade exagerada de atrair admiração dos outros ou de se afirmar perante o parceiro, muitas vezes entra em choque com a lógica da relação amorosa aonde prescinde compreensão, compaixão, humildade, tolerância. Desta maneira contrária, poderá gerar desgastes e problemas de convivência. A vaidade impíµe, enquanto o amor aceita.
Existem mulheres que se orgulham de ter um homem-pavão, sedutor. Outras já se sentem ofuscadas de desconfiadas. Quando um parceiro ou parceira encontra um ser vaidoso e desfruta dele como trunfo, cedo ela se sentirá excluída de todo brilho que ele emite. Um dos problemas da vaidade exagerada é que ela esbarra nos ciúmes e na competição, uma vez que costuma ser dirigida para além do casal.
Claro que muitas mulheres e homens gostam de se sentir bonitos para eles mesmos. Por sua cultura, psicologia e fisiologia, as mulheres estão mais propensas a serem vaidosas, e manifestam-na através do corpo, no gestual, nas roupas, acessórios, etc. Afinal, elas são admiradas pelas formas, desejadas pelo seu encanto. Mas muitas vezes, nas mulheres, assim como nos homens, é uma vã tentativa de afirmar uma presunçosa superioridade que quase sempre se esforça para esconder um sentimento de inferioridade. Entre elas, a afirmação natural de seus inigualáveis dotes femininos ou, a deles, como uma fruto da eterna luta para provar sua virilidade e poder. Desde que não seja exacerbada, ela é saudável e sinaliza amor próprio.


