Resí­duos sólidos: MP faz alerta a prefeitos

15 de abril de 2012

 

Na audiência pública da Subcomissão de Resí­duos Sólidos, da Assembleia Legislativa, ocorrida na quinta-feira, 12, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, procuradora de Justiça Marta Leiria Leal Pacheco, fez um alerta aos prefeitos. Os administradores municipais devem se agilizar, porque a Lei que instituiu a Polí­tica Nacional de Resí­duos Sólidos prevê que os lixíµes têm que acabar em agosto de 2014, advertiu. Ela fez uma palestra sobre o Projeto RESsanear, que auxilia os prefeitos e técnicos das cidades a construí­rem seus planos municipais de gestão de resí­duos e de saneamento.

Durante a palestra, que aconteceu na sede da Federação das Associaçíµes de Municí­pios do RS (Famurs), a Procuradora reiterou que a orientação do MP í s prefeituras é que os dois planos, apesar de terem prazos distintos, podem ser feitos em uma única oportunidade, para otimizar recursos. Achamos que a data razoável é dezembro de 2012, para que sejam feitos planos adequados í  realidade dos municí­pios, e não só no papel, burocrático, frisou. A partir de agosto deste ano, apenas as cidades que tiverem planos de resí­duos sólidos receberão recursos federais, caso apresentem projetos viáveis. Para garantir verbas depois de 2014 para serviços de abastecimento de água potável, manejo de água pluvial, coleta e tratamento de esgoto, entre outros, os municí­pios precisam dos planos de saneamento prontos.

Por fim, Marta Pacheco destacou que a Confederação Nacional dos Municí­pios (CNM) adverte os gestores municipais, em informe recente, para que adotem o planejamento estratégico. No site da CNM, a instituição diz que o alerta é para que prefeitos e prefeitas elaborem seus planos de resí­duos ainda este ano.

A deputada estadual Marisa Formolo, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia, e o presidente da Famurs, Mariovane Weis, defenderam a ampliação dos prazos. Tanto a União quanto o Estado não implantaram ainda suas polí­ticas de gestão de resí­duos sólidos. Os municí­pios precisam de mais tempo, e a Assembleia solicitará isso ao Ministério das Cidades, falou Marisa. Precisamos dilatar o prazo, porque este é um ano eleitoral, reiterou Weis.

Palestraram, também, os auditores externos do Tribunal de Contas do Estado, Andrea Mallmann Couto e Leo Arno Richter, e o diretor executivo do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos), Julio Dorneles. Participaram, também, o presidente da Subcomissão, deputado Jurandir Maciel, o vereador de Porto Alegre, Beto Moesch, além de dezenas de prefeitos e secretários municipais de meio ambiente.


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