Retorno turí­stico do Parque Itapeva continua praticamente nulo

23 de janeiro de 2012

 

Governo encomendou Plano de Uso que poderá finalmente regrar a utilização humana (e turí­stica) da reserva de conservação ambiental

     

Mais um ano inicia, mais um veraneio em andamento, e a comunidade de Torres comemora 10 anos de espera e esperança sobre o efetivo impacto turí­stico que a implementação do Parque Itapeva trará para a cidade.  Atualmente, conforme decisíµes da SEMA no último ano,  ao contrário, a comunidade está definitivamente velando uma das poucas atividades estruturadas dentro da reserva de conservação ambiental. í‰ que o Camping que se mantinha dentro do parque definitivamente está encerrado, pelo menos com o enfoque de campismo de turismo como antes era seu formato. Já com mais de  um ano de interdição,  já é o segundo veraneio que campistas que visitavam a cidade, vindos de todo o Brasil,  não  estão podendo acampar no belo e í­mpar espaço. A SEMA atual mantém a interdição e justifica que eventuais obras de reparo feitas no camping farão parte de um projeto maior, que virá do Plano de Uso do Parque, encomendado pela SEMA em 2011, que  ainda está na fase de licitação para escolher a empresa ou entidade que fará o documento que regrará o uso do parque Itapeva como um todo.

   

Apenas trilas orientadas e comandadas por profissionais ambientais

   

Foi esta e outras notí­cias que o gestor da secretaria em Torres e diretor do Parque Itapeva Paulo Grubler tornou púbicas, em sua participação na Tribuna Popular da Câmara de Vereadores de Torres no final do ano passado. O gestor da unidade em Torres comemorou, com razão, a tomada de decisão e a formalização da abertura para licitar o desenho do Plano de Uso do parque, já que sem ele a legislação permite que tudo seja proibido dentro da unidade conservada.

 

Paulo Grubler também afirmou que, para este ano, o parque estará disponibilizando aos turistas a possibilidade de participarem de trilhas orientadas dentro da reserva do ecossistema natural em Torres, que deverão ser pré-agendadas na Sema, em Torres. Grubler lembrou que a Idéia principal da implementação do parque é a busca de proximidade com a comunidade de Torres. E para isto, está previsto que conste no Plano de Uso no mí­nimo três oficinas de conscientização ecológica disponí­veis para serem usufruí­das pela população local, visando que a cidade incorpore a defesa do parque como se fosse a defesa de um patrimí´nio seu: do morador.

   

Avanços em regras que estavam obscuras

   

Ao ser sabatinado pelos vereadores durante a sessão, o gestor do Parque deixou a impressão de que as regras conflitantes entre pessoas e o parque e suas leis estão mais claras. Grubler afirmou categoricamente que a faixa de beira de praia não é de competência do parque, portanto, as normas de utilização da areia devem ser feitas na cidade, í  luz, é claro, da legislação federal e estadual. Mas a pedra da Itapeva, ao contrário, faz parte do Parque Itapeva, mesmo na faixa de mar. Portanto, o gestor deixou claro que naquele local não foi, não é e nunca será permitida a retirada de mariscos das rochas submersas ou não, mesmo que seja para subsistência.

 

Outra novidade positiva é a questão da freada entre o conflito dos moradores (invasores ou não) das áreas do entorno da unidade de conservação. Grubler prometeu (mais uma vez) que está sendo elaborada a demarcação formal do parque através de georeferenciamento. Após a definitiva formalização da real área decretada parque, a SEMA irá decidir junto ao MP e í  prefeitura de Torres o que fazer com os moradores que estão irregularmente dentro da área, por não terem sequer tí­tulo de propriedade.   A solução faz parte de uma Ação Civil Pública feita pelo MP, onde o Estado do RS e a prefeitura são réus. Mas até então, parece que não haverá mais pressão nos que moram nas áreas juridicamente indefinidas. Quanto í s indenizaçíµes dos moradores que foram desapropriados pelo governo do RS e não receberam ainda, Grubler disse que o processo está andando e que  a falta de documentação dos proprietários estaria sendo um dos entraves. Trata-se da mesma justificativa feita anteriormente, inclusive que gerou uma audiência pública na Assembléia Legislativa, na Capital, justificativa esta questionada por muitos moradores, que se dizem prejudicados, o que efetivamente deverá gerar várias batalhas jurí­dicas adiante.

   

í”nus e Bí´nus

   

A real e bruta verdade e que Torres ganha para eu futuro turí­stico o diferencial competitivo de possuir uma reserva de preservação do ecossistema original da cidade para ser mostrada para turistas, que nunca imaginarão que a localidade, cheia de edifí­cios, casas, comércios, dentre outros, poderia ter sido daquela maneira: um belo diferencial competitivo, mas de longo prazo. O í´nus desta conquista ainda pouco palpável são as perdas objetivas. A morte prematura do camping que lá já abrigou muita gente e que distribuiu muita renda para os torrenses é um exemplo. Cabe á comunidade participar sobremaneira do Plano de Uso do parque, e exigir que nele sejam incluí­das atividades de aproveitamento turí­stico.

 

 

 


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