SEDUTORES COMPULSIVOS

12 de agosto de 2011

Homens e mulheres podem ser prisioneiros da sedução, pois só conseguem ter prazer na busca da conquista do outro não como um parceiro para a vida, mas como uma presa, um troféu que comprove seu poder de sedução e beleza.   Seu prazer termina após a conquista, e sua autoestima depende da admiração e encantamento incondicional do outro. Então, se depois da conquista perde a graça, o sentido, parte-se para uma nova busca compulsivamente. O sedutor, ou predador, pode dispertar paixão e raiva em seu objeto de desejo, em sua presa momentânea. Depois do encontro fatal, ele parte para fuga e para uma nova empreitada.    

Os conquistadores ou sedutores compulsivos aparentam uma capa de arrogância  e autosuficiência que encobre a verdadeira essência que é sua baixa autoestima e fragilidade do próprio Eu. Experimentam uma espécie de cativeiro e vazio afetivo, pois estão sempre dependentes da aprovação e aplauso do outro para sentirem-se desejados e belos. Uma vez que conquistam, perdem o interesse pelo objeto desejado.  

O mais famoso personagem com este traço de personalidade foi Don Juan, que tornou-se quase que um mito do teatro, na TV e cinema. O eterno conquistador serviu de modelo para estudiosos da área das relaçíµes amorosas. A psicologia descreve como donjuanismo este padrão de comportamento de pessoas com este perfil,  as quais não conseguem manter um interesse genuí­no e duradouro pelo outro. No máximo, conseguem um breve perí­odo de envolvimento emocional em alguém que represente algum desafio no sentido de por a prova sua competência em seduzir. Com no í­ntimo delas não se sentem significativas e valorozas, precisam constantemente renovar sua fonte de admiração na troca volúvel de parceiros. Quando a caça oferece um desafio, por exemplo,  é uma pessoa comprometida ou casada, torna-se mais interessante, pelo fato de que existe um outro rival, competidor do mesmo sexo a ser derrotado, então está feito o triângulo amoroso, em que um vai sobrar. Muitas vezes este desafio torna-se um aposta entre amigos, como uma olimpí­ada na busca da medalha de ouro.  

 O desinteresse pelo sentimento alheio aponta sua incapacidade de empatia e de amar. A presa fácil geralmente é aquela que possui uma fragilidade emocional, uma tendência a idelaização das relaçíµes, uma ãnsia de ser amada e cortejada. A intimidade adquirida com tempo pode representar um aborrecimento e uma ameaça,  porque ela acaba com a idealização na medida em que, passando a conviver com o outro, aparecem os defeitos, imperfeiçíµes, faltas, ou seja,  corre-se o risco de desencantar. E se a aparência substitui a essência, para um Don Juan ele não pode ser de verdade e sim deve parecer Ser , pois do contrário cairia num aprofunda decepção ao conhecer   as suas falhas e a do parceiro numa relação de longo prazo que envolva intimidade e envolvimento. Disto ele morre de medo, por isso vive por de trás de uma fachada.


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