Segunda edição do Madeirite Trópico foi uma verdadeira festa

11 de março de 2012

 

Pessoas bonitas de todas as idades, famí­lias com várias geraçíµes de surfistas, amigos antigos se reencontrando, afagos, risadas, emoção… Tudo isto aconteceu durante dois dias na beira da praia da Guarita, aqui em Torres no final de semana passado. O céu azul, a temperatura alta, um vento bom só para melhorar a altura das ondas, mas que não prejudicou em nada o agradável e quente ambiente í  beira mar,  também ajudaram para que a praia se parecesse com uma grande festa durante todo o final de semana. Uma festa alegre e que girou em torno do surfe e a saudável vida que os praticantes do esporte usufruem e passam adiante para as seguintes geraçíµes.

 

 Mais uma edição do grande resgate da história do surfe no Rio Grande do Sul, o Madeirite Trópico 2012, lotou as areias e a água da praia, localizada no Parque da Guarita, um ambiente paradisí­aco para qualquer pessoa, muito mais para surfistas. Foram mais de 150 entusiastas do esporte  que se reuniram na chamada Catedral do Surfe para este evento de exibição que, pelo segundo ano consecutivo, teve como ponto forte a homenagem aos pioneiros das ondas no Estado.

E eles fizeram bonito no mar. A categoria Anos 60, com surfistas nascidos até 1958, chamou a atenção dos banhistas nos dois dias do encontro. Entre os participantes estava o vice-campeão do primeiro campeonato gaúcho, em 1968, e campeão em 1969, Roberto Bins Jr, que aos 59 anos participou pela primeira vez de um evento ao lado do filho Cristiano Bins, 31.

– Foi muito legal que a gente conseguiu pegar a mesma onda – comemorou Bins Jr, referindo-se í  bateria temática Pais & Filhos, da qual participou no domingo.

Outras categorias também se destacam na confraternização. Uma delas foi a Campeíµes da Taça Trópico, da qual participaram o gaúcho Rodrigo "Pedra" Dornelles e o catarinense Neco Padaratz.

– í‰ uma maneira bacana de passar o bastão. Espero que a galera que está vindo aí­ possa se espelhar nessas geraçíµes mais antigas e ver que é possí­vel chegar lá, como eu cheguei – avaliou Padaratz, bicampeão mundial (WQS) em 2003 e 2004.

A formação de novos surfistas também é uma preocupação do Madeirite Trópico, que promoveu uma categoria voltada aos futuros atletas. Batizada de Sementes, ela colocou na água crianças de até 12 anos.

O patrono desta edição do Madeirite Trópico foi Fernando Sefton, um dos responsáveis por apresentar o surfe aos gaúchos. Morto em 1999, ele foi representado por seus quatro filhos, que receberam um troféu em sua homenagem. Também foi lembrada a trajetória de Nereida Daudt, Roberta Borges, Fernando Nardi (in memoriam), Cézar Pegoraro, João Wallig e Carlos Joni Salles. Além deles, Roberta Borges e Rodrigo "Pedra" Dornelles foram destaque, tendo vencido a votação online que escolheu os surfistas gaúchos mais relevantes da história.

O final do dia consagrou os surfistas com o melhor desempenho na água. Aos destaques em cada categoria foram entregues troféus comemorativos. Abaixo a lista dos competidores e algumas imagens da festa acontecida em Torres, que vai deixar seu legado na história do surfe.

 

– Presidentes da Federação Gaúcha de Surf (FGS): Tuca Gianotti

– Sementes (surfistas até 9 anos): Pedro Henrique Quadrado

– Sementes (surfistas até 12 anos): Gustavo Borges

– Flores (feminino): Roberta Borges

– Campeíµes da Taça Trópico: Neco Padaratz

– Pais e Filhos: Eduardo Coufal e famí­lia

– Anos 70: Ricardo "Gordo" Coufal

– Anos 80: Eduardo Neto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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