Servidores municipais de Torres ameaçam greve geral

26 de fevereiro de 2012

 

Em um manifesto público colocado em jornais locais, o Sindicato dos Servidores Municipais de Torres, o SIMTO, ameaça entrar em greve geral caso a prefeitura não venha a atender suas reinvidicaçíµes. A cúpula do SIMTO pede que os servidores compareçam em massa na sessão da Câmara de Vereadores da próxima segunda-feira (27), para que consigam mobilizar os vereadores para que não votem o reajuste salarial do projeto de lei de autoria da prefeitura. Para os servidores os percentuais sugeridos no PL não estão de acordo com as perdas salariais.

Os servidores alegam que a prefeitura possui saúde financeira para repor os salários com indexadores mais fortes, diferente do INPC sugerido, e afirmam que o percentual da Folha de pagamento está em torno de 40%, quando a lei de responsabilidade fiscal permite até 57%.

 

Prefeitura alega compromissos adicionais com os servidores e reajustes reais em anos anteriores

 

Segundo informou para A FOLHA o secretário de Finanças de Torres Antí´nio Carlos de Azevedo, o prefeito João Alberto, junto com o secretariado, decidiu dar somente o INPC em 2012 por três motivos. Primeiro porque os servidores municipais já receberam ganhos reais nos últimos dois anos, qual seja, receberam o reajuste mais um percentual adicional. Segundo, porque em 2012 a municipalidade terá de pagar uma parcela significativa de recursos fruto de um ganho da causa jurí­dica obtido pelos servidores municipais, que obriga o pagamento de reajustes referentes í  URV vindos da época do Plano Real, em 1994.   Conforme Antí´nio Carlos alguns já está até recebendo valores desta causa nestes meses iniciais de 2012 e o impacto será de quase R$ 2 milhíµes este ano.

O terceiro motivo do prefeito não ter autorizado ganhos reais salariais aos servidores no orçamento deste ano foi o aumento do quadro de funcionários da secretaria de Educação contratados neste ano passado. Conforme as previsíµes feitas pelo secretário de finanças, o percentual da folha de pagamento no orçamento geral deve flutuar em torno de 48%.    

 


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