TABAGISMO, CONSUMO DE íLCOOL E A DIFERENí‡A NA EXPECTATIVA DE VIDA ENTRE HOMENS E MULHERES

28 de janeiro de 2011

             

                        Mundialmente, as mulheres têm uma longevidade maior do que os homens. Há várias hipóteses tentando explicar isto, desde as mais antiquadas, que se apoiavam em fatores como menor competitividade, menor estresse etc. – como se as mulheres vivessem mais por levarem uma vida "mais fácil" – até a menstruação. Mas uma nova pesquisa realizada na Europa mostra que somente o tabagismo é responsável por algo entre 40% e 60% da diferença entre as taxas de mortalidade entre homens e mulheres e o consumo de álcool responde por outros 20% na diferença na expectativa de vida entre os gêneros.  

                      As mulheres têm vivido mais do que os homens em alguns paí­ses europeus desde meados do século 18 e, desde o final dos anos 1990, há indí­cios de que as mulheres em todos os paí­ses do mundo podem esperar viver mais do que seus compatriotas do sexo masculino.  

                      As razíµes para essa diferença têm sido muito debatidas, alguns atribuem a diferença í  biologia, enquanto outros apontam a falta de vontade dos homens de procurar atendimento médico quando precisam. Mas uma área que vinha sendo largamente negligenciada pelos pesquisadores é a influência dos hábitos saudáveis sobre a diferença nas taxas de mortalidade entre os sexos.  

                      Usando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as taxas de mortalidade em 30 paí­ses europeus, os pesquisadores analisaram as diferenças entre os sexos nas mortes por todas as causas. Nestes dados eles checaram as mortes por condiçíµes relacionadas com o tabagismo (câncer do aparelho respiratório, doenças coronarianas, acidente vascular cerebral e doença pulmonar obstrutiva crí´nica) e mortes por condiçíµes relacionadas ao álcool (câncer da garganta e do esí´fago, doença hepática crí´nica e psicoses alcoólicas). Os resultados revelaram que, embora as taxas de mortalidade por todas as causas foram maiores para homens do que para as mulheres em todos os paí­ses estudados – sempre com base na idade – a diferença entre os gêneros variou amplamente.  

                      Fumar representou entre 38% e 60% de diferença entre as mortes por gênero em todos os paí­ses, com exceção de Malta, onde o fumo estava por trás de 74% das mortes em excesso.  

                      Segundo os pesquisadores, as variaçíµes na proporção de mortes em excesso devido ao tabagismo podem ser atribuí­das a diferenças de gênero no consumo do tabaco em vários paí­ses nas décadas anteriores. Enquanto isso, as mortes relacionadas ao álcool representaram entre 20% e 30% desta diferença na Europa Oriental (menos rica) e entre 10% e 20% nas demais regiíµes.  

                      No entanto, em todos os 30 paí­ses estudados, a contribuição do tabagismo para mortalidade por qualquer causa foi maior que o do álcool.  

                        O número de fumantes no Brasil é de 75 milhíµes, sendo homens e mulheres, porém os que estão na frente são os homens, embora as mulheres venham aumentando o número de fumantes. A vaidade é um aspecto que faz com que muitas mulheres e até mesmo homens parem de fumar. O envelhecimento do corpo de um fumante é de 3,5 vezes mias rápido que uma pessoa não fumante, e a pele é um dos órgãos visí­veis que demonstram este efeito. Porém, os efeitos não visí­veis, que acometem os órgãos internos são os mais preocupantes.


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