Torrense foi a única mulher a competir no 26° Festival Internacional de Balonismo

5 de maio de 2014

A balonista torrense Lais Pinho  

 

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Por Maiara Raupp  

 

Entre os mais de 35 pilotos de balão que participaram do 26 ° Festival Internacional de Balonismo de Torres, a torrense Laí­s Pinho foi a única mulher. Ela, que finalizou sua formação durante o Festival de Balonismo de 2011, disse que tornar-se pilota era um sonho de infância. Eu morei a vida toda em Torres e cresci vendo os balíµes. Sempre fui completamente apaixonada por eles, assim como meu pai. Tornar-se piloto era um grande sonho nosso e, mesmo com alguns imprevistos, conseguimos realizá-lo, afirmou.

Segundo Laí­s, seu pai Reni Pinho iniciaria suas aulas de pilotagem quando um acidente familiar acabou por adiar seus planos. Meu pai teve que deixar para trás a realização desse sonho devido ao falecimento prematuro dos meus tios. Então, quando eu fiz 18 anos foi praticamente imediato e completamente natural. Nós dois amávamos o esporte e eu era jovem e tinha tempo, contou ela, acrescentando ainda que para o pai foi até mais natural do que para ela. Eu passei dois dias sem dormir de tanta alegria, lembrou.

Laí­s foi fazendo suas aulas e conseguiu tirar seu brevê “ documento que dá a permissão de pilotar. Com o apoio da famí­lia pude me formar e assim ensinar o meu pai tudo que aprendi, fazendo com que ele também se tornasse piloto, explicou ela. Hoje a torrense mora no Paraná, e concilia seus estudos com sua paixão por voar.

 

As dificuldades em ser balonista

 

Ser mulher jamais foi problema para a prática do balonismo, segundo Laí­s. Nunca sofri nenhum preconceito ou restrição. í€s vezes só acaba faltando força para ajudar a equipe, garantiu ela, chamando a atenção para as dificuldades em sobreviver do esporte. Ter o balonismo como profissão está bem complicado hoje em dia. Os voos comerciais aqui no Brasil ainda são pouco explorados. Poucas empresas reconhecem o balão como forma de divulgação da marca, assim acaba ficando difí­cil o trabalho exclusivo com os balíµes, enfatizou a jovem, que participa pela terceira vez do Festival.

Para finalizar, Laí­s falou do apoio das empresas da famí­lia na realização do Festival. Tanto a Pinho como a Recris são patrocinadoras do balonismo há quase 15 anos. O retorno obtido não é o suficiente diante do valor investido, no entanto o que queremos é que seja realizado um grande evento para que possamos divulgar o balonismo e a nossa cidade, concluiu ela.

A Pinho Automóveis e a Recris Transportes e Logí­stica são as maiores apoiadoras do evento. Este ano doaram um Chevrolet Montana zero quilí´metro que foi entregue ao piloto que obteve a maior pontuação durante a competição.  


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