Torres no cenário internacional

24 de junho de 2011

                   

 

ARTE E CULTURA –  Por Zilka Jacques

 

 

 

 

                    O protagonista João Cândido Portinari

 

                                 Nesta semana que passou o universo conspirou a favor de Torres. E logo eu, que amo cinema, tive o privilégio de apreciar e aprender sobre esta arte nos bastidores onde se reuniram os produtores, diretores, elenco, enfim, toda a equipe que realiza o filme O Cí‰U SOBRE MIM, que poderá ser lançado anda este ano no Festival de Cinema em Veneza.    

                                    O conhecido cineasta e diretor Gian Vittorio Baldi, numa parceria í­talo-brasileira roda o filme no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, com passagens em Bento Gonçalves e Torres. O filme também terá gravaçíµes no deserto do Atacama, no Chile.

                                  A produtora Spaguette, uma empresa gaúcha com sede em Caxias do Sul, que tem como foco principal a produção cinematográfica, liderada pelo cineasta Lissandro Stallivieri e Janete Kriger, mais a produtora í‚ngela Martins se dedicaram amplamente para conjugar com Baldi o verbo realizar. E tudo se encaixou perfeitamente. O diretor queria um cenário que tivesse casa de pedra, parreirais, um lugar tranqí¼ilo. Mais adiante teria uma praia. Stallivieri já tinha escolhido Bento Gonçalves e para decidir a praia ouviu os sussurros de Elaine Fávero, que cedeu o uso das moradas do casal em Bento e Torres. E foi escolhido Torres para dar vida í s intençíµes emocionais do diretor.

 

                                  O céu sobre mim

   

                                  O filme conta a vida de Gregório, astrí´nomo, sobrinho-neto de um famoso matemático italiano, Ricci Cubastro, estudioso de Einsten na Teoria da Relatividade e filho de Cândido Portinari. O astrí´nomo estuda asteróides e tem grande paixão pelas artes. Na história o asteróide Apophis se aproxima da Terra com probabilidade de destruir o planeta, lá por 2036. Ele vive isolado nos vinhedos da serra gaúcha e faz um balanço de sua vida contando para a neta Letí­cia seu passado e lembrando das quatro mulheres que passaram por seu caminho. O texto é baseado na relação entre a arte e a ciência, questíµes da vida e da morte e também trata da passagem do tempo. Uma interessante interferência da visão cientí­fica na literatura e nas artes.

 

                                     

                                    Quem é quem  

   

                                      Gian Vittorio Baldi, cineasta e diretor italiano, fala que o cinema é uma forma de arte quando se liberta da dominação da técnica ou quando problemas técnicos não influenciam nos modos de expressão. Prefere a luz natural, som ao vivo e a música nas imagens. O centro das atençíµes não deve se fixar em parâmetros conhecidos, mas permanecer dentro da unidade de construção. Prefere trabalhar com pessoas experientes dentro do contexto da história, e que não sejam atores famosos. Ele prova que, quando bem observados, o mais humilde de seus personagens podem se tornar expressivo. Sua técnica de filmagem inovadora permite um melhor retrato da realidade. Se pode dizer que é fiel aos princí­pios do neorealismo. Foi ele quem estimulou o crescimento do cinema independente, que garantiu a linguagem moderna de arte nos anos 60 e 70.

                                        Stefano Coletta, diretor de fotografia italiano, parceiro de Baldi, que operou no filme O Carteiro e o Poeta, portador de longa experiência profissional.    

 

                                       João Cândido Portinari é o protagonista. Ele não é ator e sim matemático brasileiro e que administra, há mais de 30 anos o Projeto Portinari, mantendo viva a obra de seu pai, Cândido Portinari. O acervo do artista é um dos mais importantes arquivos multimí­dia existentes sobre a história e cultura brasileiras do século 20.

 

                                          O elenco, além de Fernanda Carvalho Leite, Mariana Verani, Guto Basso, Aline Tanaã Tavares, apresenta cerca de 30 figurantes. E sem entremeios, este é o meu meio de dizer, assim meio Beauvoir, de que não se pode escrever nada com indiferença, revelo aqui que a merveilleux amiga Elaine será personagem.

 

 

                                            Deixo para você um comentário de Gian Vitório Baldi: O melhor de tudo é o fetiche desta máquina de sonho chamada cinema.

 

 

 

                                                         Stefano Coletta e Mariana Verani

             

                                                         Gian Vittorio Baldi na Guarita  

 

       

                        A atriz Fernanda Carvalho Leite          


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