Torres se prepara para o maior festival de balonismo da Amé rica Latina

14 de abril de 2014

 

Com atraçíµes musicais como Zé Ramalho e Claudia Leitte, além do já tradicional espetáculo de balíµes, nossa cidade se envolve no clima do 26 º Balonismo

 

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Por Maiara Raupp

 

Faltam poucos dias para o céu de Torres ficar ainda mais bonito. A cidade se prepara para a 26 ° edição do Festival Internacional de Balonismo, que será realizado de 30 de abril a 4 de maio, no Parque Municipal de Exposiçíµes Odilo Webber Rodrigues – Parque do Balonismo. Mais de 35 balíµes irão sobrevoar e colorir a cidade durante o Festival, que é considerado o maior evento do ramo na América Latina. A iniciativa, promovida pela Prefeitura Municipal de Torres em parceria com a empresa Air Show, responsável técnica da competição, consagrou Torres como a capital brasileira do balonismo. A cidade está entre as três do mundo – juntamente com Albuquerque, nos Estados Unidos, e Chateau D™Ouex, na Suí­ça – que sediam um evento deste porte… e há 26 anos consecutivos.

Além dos tradicionais balíµes em forma de gota, o Festival terá a participação de cinco balíµes com formato especial, chamados de special shapes: o Palhaço e o Porco Fazendeiro, já conhecidos do público, a Coruja, o Sapo e Sherlock Holmes, estes inéditos na competição.

Pilotos de vários lugares do Brasil, além de Argentinos, demonstrarão todos os seus conhecimentos e intimidade com o esporte durante o Festival. Segundo o presidente da Air Show, Bruno Schwartz, esse ano poucos pilotos estrangeiros virão para Torres em virtude do Campeonato Mundial de Balonismo, que será realizado em julho na cidade de Rio Claro (SP). Duas viagens para o Brasil no mesmo ano representa um custo muito alto para todos, afirmou ele.

Para entrar no Parque do Balonismo, o visitante não pagará ingresso. O acesso a todas as áreas do Parque é livre, exceto na arena de shows, cuja cobrança varia conforme a atração. Além disso, o visitante terá estacionamento liberado e diversas atividades gratuitas inclusas na programação.  

 

Ingressos para os shows já estão í  venda

 

Iniciaram nesta terça-feira, dia 8, as vendas dos ingressos para os shows nacionais do Festival. Os ingressos podem ser adquiridos por meio do site www.minhaentrada.com.br ou em Torres, na Redemac Bomagg e na De Lucca. Além disso,  em Tramandaí­ (na loja Lipsul), em Sombrio (na loja Adri), em Araranguá (na Marbon) e em Criciúma (também na De Lucca), os ingressos também estarão í  venda. Os valores são os seguintes:

 

– Para a Festchê, que ocorre no dia 30 de abril, são: Pista “ R$ 20 (1 º lote), R$ 30 (2 ° lote); Camarote coletivo – R$ 40 (1 ° lote), R$ 50 (2 ° lote).

– Para a Play House “ Festa de Música Eletrí´nica, que será realizada no dia 1 ° de maio, são: Pista “ R$ 20 (1 º lote), R$ 30 (2 ° lote) e R$ 40 (3 ° lote); VIP – R$ 30 (1 ° lote), R$ 40 (2 ° lote) e R$ 50 (3 ° lote); Camarote coletivo – R$ 40 (1 ° lote), R$ 50 (2 ° lote) e R$ 60 (3 ° lote).

Já para os shows nacionais de Zé Ramalho, que acontece dia 2, Cláudia Leitte, dia 3, e Victor e Leo, dia 4, os ingressos custam: Pista “ R$ 30 (1 º lote), R$ 40 (2 ° lote) e R$ 50 (3 ° lote); VIP – R$ 50 (1 ° lote), R$ 60 (2 ° lote) e R$ 70 (3 ° lote); Camarote coletivo – R$ 60 (1 ° lote), R$ 70 (2 ° lote) e R$ 80 (3 ° lote).

 

*A meia-entrada só será vendida para quem apresentar as carteiras da CIE, ANPG, UNE, Ubes ou DCEs, sendo que serão disponibilizados 40% da cota total de ingressos a esse grupo.

 

Festival tem premiação recorde

 

Durante o Festival os pilotos enfrentam uma série de provas em que demonstram sua habilidade, perí­cia e familiaridade com o esporte. As competiçíµes são geralmente de precisão, quando um alvo deve ser atingido, seja no chão ou suspenso no alto de um mastro. Os dez pilotos que alcançam a melhor pontuação na competição recebem troféu e prêmio. Segundo o organizador técnico das provas, Bruno Schwartz, esse ano o campeonato tem premiação recorde oferecido pela Pinho Automóveis e Recris. O piloto que vencer a prova da chave ou obter a maior pontuação durante as competiçíµes levará para casa um Chevrolet Montana zero quilí´metro, garantiu Bruno. Além do automóvel, a competição oferecerá uma moto, cedida pela Air Sul Balonismo, notebook, celulares e tablets.

 

 

 

Torres terá mais um piloto


Durante o Festival de Balonismo, o jovem torrense Adrian Scheffer, realizará seus últimos voos de instrução para garantir seu brevê, documento que lhe dará a permissão para pilotar. Estou muito ansioso. Ser piloto de balão é um sonho de infância contou o adolescente, que desde pequeno acompanha os Festivais de Balonismo. Eu andava pelas ruas correndo atrás dos balíµes para ver onde eles iam cair. Depois ajudava nas equipes de resgate. Hoje estou aqui, prestes a realizar um grande sonho, descreveu Adrian.

Para obter o brevê, Adrian necessitou fazer o Certificado de Capacitação Fí­sica (CCF), que consiste em uma bateria de exames realizados na Base Aérea. Após isso, precisou procurar um instrutor de voo credenciado pela Aviação Civil que lhe concedesse ­ aulas teóricas e no mí­nimo 16 horas de voo. Ao longo do Festival o futuro piloto fará algumas dessas horas e ainda realizará o voo check, onde será avaliado pelo seu instrutor para assim obter sua licença.

   

Visitantes podem voar de balão

 

Uma das grandes atraçíµes do Festival são os voos panorâmicos de balão que o visitante pode realizar em meio aos outros balíµes da competição. Os voos são realizados pela manhã entre 7h e 9h, e a tarde, entre 16h e 18h. Para fazer o agendamento e verificar os valores do voo o visitante deve entrar em contato com a empresa Air Show, responsável técnica do evento, pelo telefone (21) 2205-2216 ou pelo e-mail joana@airshow.com.br.

A duração média de cada voo é de 30 a 45 minutos, chegando a uma altitude máxima de mil metros. No caso de condiçíµes climatológicas adversas no dia programado do voo, impedindo a sua realização, o mesmo poderá ser adiado conforme a decisão do piloto e as disponibilidades, ou ainda reembolsado, a exclusivo critério do passageiro.

 

 

Saiba como funcionam os balíµes

 

Você já parou para pensar o que faz um balão a ar quente voar? í‰ o mesmo princí­pio que mantém a comida congelada nas geladeiras das quitandas e supermercados. í‰ um princí­pio muito simples: ar quente sobe e ar frio desce. Enquanto o ar super frio originado no congelador envolve a comida nas prateleiras abaixo, o ar quente dentro do balão sobe e empurra o balão para cima, mantendo o balão flutuando.

Um balão a ar quente é subdividido em 3 partes principais: o envelope, o maçarico e o cesto. O cesto é onde os passageiros voam. Usualmente é feito de vime, além de ser leve e flexí­vel. O envelope é a parte de tecido colorido que mantém o ar quente. Quando o ar dentro do envelope é aquecido, o balão flutua. O maçarico é posicionado acima da cabeça dos passageiros e produz uma enorme chama para aquecer o ar dentro do envelope.

Para descer, o piloto deixa o ar esfriar e o balão se torna mais pesado que o ar. O piloto tem o controle total dos movimentos para cima e para baixo controlando a temperatura do envelope.Uma vez em voo, os balíµes flutuam no vento.

í‰ verdade que o piloto não sabe aonde o balão vai pousar com antecedência, mas isto não significa que ele não tenha o controle do voo e do pouso.Antes de decolar, o piloto sabe a direção em que o vento está soprando e consequentemente sabe a direção que o balão irá. O ar é formado por várias camadas que se movimentam em diversas direçíµes. Mesmo que o piloto não possa dirigir o balão para esquerda ou para direita, ele pode subir e descer buscando as diferentes camadas de ar/vento para que o balão mude de direção.

Durante o voo, o balão é seguido pela equipe de resgate. O piloto mantém contato com sua equipe através de rádio, orientando-os para que a equipe sempre chegue junto com o balão quando este faz o pouso final. Toda esta perseguição é uma aventura em si. Depois do pouso, a equipe empacota o balão e os equipamentos no carro de resgate e todos retornam para o local de decolagem.

 

Conheça um pouco da história do Festival

 

 

O Festival de Balonismo em Torres iniciou por acaso. Em 1989, durante os preparativos da II FEBANANA, festa anteriormente realizada no municí­pio, os organizadores resolveram inovar e trazer alguns balíµes para a divulgação do evento. O interesse do público pelos balíµes foi tanto que, em outubro daquele ano, surge o 1 º Festival Sulbrasileiro de Balonismo em Torres. A FEBANANA não foi mais realizada no municí­pio, enquanto que o Festival de Balonismo passou a ser promovido anualmente, tornando-se o principal e mais tradicional evento da cidade.

A 1 ª edição do Festival foi um verdadeiro sucesso. Contou com a participação de 10 enormes e coloridos balíµes e chamou a atenção principalmente por se tratar de um evento inédito no sul do paí­s. Jornais expoentes do Rio Grande do Sul divulgaram e destacaram a iniciativa, possibilitando que pessoas de todo o Estado conhecessem o evento.

Antigamente o Festival era realizado em outubro. No entanto, os ventos da primavera atrapalhavam um pouco a competição, impedindo os balíµes de alçarem ví´o em muitas provas, motivo pela qual a data foi alterada.

A cada ano que passa aumenta o número de balíµes no evento, colorindo ainda mais o céu de Torres. Pilotos e suas equipes também ganham a empatia do público que, gradativamente, cresce a cada nova edição do Festival.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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