OPINIíO – Tragédia e aprendizado

29 de maio de 2011

Tragédia e aprendizado

   

A tragédia que o crime passional ocasionou para familiares e amigos de todos os envolvidos, ocorrida aqui em Torres abre a possibilidade para que pensemos bem na importância de questíµes de certa forma consideradas tradicionais, ou caretas para a sociedade, se comparada com os saudáveis direitos que todos nós temos de escolher o que queremos de nossas vidas a qualquer momento, protegidos pela lei.  Uma separação onde envolve filho não poderia ser tratada de forma imediatista, diferente do que muitas pessoas têm optado.    

Quando se possui filho em uma relação de casal, o filho deve ser o centro das atençíµes.   Deverí­amos colocar em segundo plano as vontades imediatas nossas perante as sempre difí­ceis ciladas da vida e pensar sempre no prejuí­zo que podem ter os produtos das relaçíµes de casal que serão eternamente, sem restrição, relaçíµes de afeto conosco. Um filho é exemplo disto.  

O crime de assassinato cometido aqui em Torres mostra cabalmente que um lado possui todos os direitos e outro todos os deveres, no caso de pagar na justiça pelo que fez. Mas mostra cabalmente que mesmo que DE DIREITO tenhamos segurança, DE FATO não é sempre bem assim.   Não poderí­amos, portanto, tomar decisíµes que envolvem afetos como tomados decisíµes para a compra de um carro de uma marca perante o de outra marca. Podemos e temos este direitos, mas de fato outros fatores entram em jogo.

 

   

Modernização ou manipulação?

   

Passando para outro assunto, mas pegando também o assunto da tragédia aqui em Torres como exemplo, podemos dizer que a questão da Cartilha anti o preconceito aos Gays, que seria implementada nas escolas do Brasil, mas a presidente Dilma vetou, pecou pela mistura entre a racionalidade e a passionalidade em questíµes que também dizem respeito aos costumes que uma cultura de 500 anos de uma sociedade convive. A questão do saudável combate ao preconceito de cor e opção sexual pode estar sendo confundia pelas autoridades e juristas como uma questão justamente de preconceito.    

Trabalhar de forma reta contra os jargíµes preconceituosos deve ser lei dentro das escolas, principalmente as públicas, que são sustentadas pelos impostos pagos pela sociedade. Legislar para punir os que agem de forma abertamente preconceituosa também. Mas induzir as pessoas que interajam com situaçíµes que tratam da intimidade pessoal do seres pra mim é exagero. Trata-se de sair da positiva posição de ser protagonista da modernização das relaçíµes sociais para entrar na seara do ridí­culo.    

Pra mim é ter preconceito com as famí­lias perante suas capacidades de educar a adaptar seus filhos aos novos tempos, a atitude de introduzir cenas explí­citas de homossexualismo em sala de aula. Quando o assunto entra em pauta, por várias questíµes, a atitude deve ser, sim, reta das escolas, mostrando a realidade.   Mas introduzir o tema no conteúdo é manipulação.

 

 

   Código Ambiental X Código Florestal    

   

Foi aprovado na Câmara Federal o texto substitutivo redigido pelo deputado comunista Aldo Rebelo para que sejam modificadas as leis que regem o manejo e utilização das florestas no Brasil. Ainda falta a aprovação do Senado, que acho que não deixará passar as multas e necessidades de adaptação ou compensaçíµes para os GRANDES agricultores que desmataram fora da lei, o que aconteceu principalmente no noroeste e norte do paí­s.  

A questão que ainda ficou gerando dúvidas í  sociedade é a da ocupação de topos de morros ou encostas í­ngremes de morros. Mas pelo que tenho visto nas manifestaçíµes através do Facebook é a dúvida sobre as construçíµes de CASAS nas encostas, mazela que gerou mortes e tragédias nos últimos anos. Mas este item se trata de ser discutido nos códigos ambientais das CIDADES e não no Código Florestal, que é feito para o campo. Ecologistas mais radicais utilizam esta possibilidade como arma de tática de negociação, mas na verdade sabem que uma coisa não tem nada a ver com a outra.  

Sou totalmente a favor que as prefeituras de TODOS OS MUNICíPIOS se obriguem a retirar em um tempo planejado definido TODAS as casas construí­das em beiras de morros que são í­ngremes e podem provocar deslizamentos de terra. Neste caso está em jogo a vida das pessoas com muito mais força que a preservação da umidade e a retenção e filtragem das águas antes que elas cheguem aos rios, tema discutido com propriedade no Código Florestal. E seres humanos também fazem parte do Meio Ambiente e devem ser protegidos dos desastres ambientais por polí­ticas publicas.

 

 

       Uma das melhores notí­cias da polí­tica no Brasil  

   Motivo de discórdia entre deputados do PT, da base de sustentação do governo e da oposição, a emenda 164 ao texto-base do Código Florestal, que possibilita aos Estados legislarem sobre as áreas de preservação, foi aprovada na Câmara dos Deputados por 273 votos a favor, 182 contra e 2 abstençíµes. O governo era contra a emenda por entender que a União deve definir o que pode ser cultivado nessas áreas.

Mas eu sou a favor. Trata-se de uma medida racional para um paí­s com a dimensão do Brasil. Passar para os Estados as aprovaçíµes é deixar mais próximo do povo o debate das diferenças.    

Isto pode ser o iní­cio de uma saudável volta de 180 graus na exagerada centralização do poder do Governo Federal. Chega de darmos corda para que engravatados contratados por conveniência polí­tica em Brasí­lia decidam sobre os rumos produtivos e AMBIENTAIS de nossas terras.   Chega de estarmos sentindo que estamos indo rumo ao Comunismo centralizador. Se houver exageros, existe a lei maior para punir os espetinhos.  

 E a emenda foi idealizada por gaúchos, me parece.                


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