Turismo: Uma questão de enfoque e vontade polí­tica!

16 de novembro de 2013

 

Por: Fausto Araújo Santos Junior

 

   Que seja secretário

 

O vereador Fábio da Rosa (PP) mais uma vez utilizou seu espaço na tribuna da Câmara Municipal para mostrar seu lado prefeito de Torres. Pediu providências e fez indicaçíµes í  prefeita sobre atos executivos, uns de rotina e outros como se fosse parte de um plano de governo.

Ao pedir que a prefeita isente de IPTU proprietários de imóveis que doem os mesmos para que a prefeitura construa ali espaços de esporte para os torrenses; ao sugerir que a prefeita requisite í  Polí­cia Federal que doe para Torres carros e outros materiais para serem utilizados pela municipalidade ou ONGs locais; ele se mostra muito mais com perfil de secretário de governo do que de vereador. Não que vereador não possa fazer este tipo de pedido, mas é que existem muitas demandas de projetos necessários para a cidade que poderiam ser fomentados pelo inteligente vereador pepista.

Como a prefeita Ní­lvia estará apresentando na próxima semana, na Câmara, através do presidente da casa, a estrutura e talvez alguns nomes de sua reforma administrativa, sugiro que o vereador Fábio seja um dos nomes. Quem tem perfil executivo deve pegar na caneta. Aí­ a possibilidade de fazer ou não gols depende da viabilidade das idéias. Bom secretário.

 

 

Conciliador… Por vontade ou por obrigação?

 

O vereador Gimi (PMDB) tem se mostrado mais conciliador do que nunca. Atuou como moderador no projeto polêmico da criação do canil municipal; está atuando também como conciliador na polêmica atual que envolve o futuro dos Camelí´s e donos de pontos de lanche em calçadas de Torres; e está puxando uma reunião com a presença de MP, prefeitura, Caixa Federal, Câmara de Vereadores e outros atores, para discutir o futuro da obra (em andamento) da revitalização da beira Mar, nos Molhes, um projeto idealizado e que obteve recursos no governo João Alberto, que o governo Ní­lvia deu o toque de seu estilo ao finalizar o desenho executivo da obra.

Gimi também faz parte e é idealizador da questão que envolve uma permuta entre a Igreja Católica de Torres e empreendedores. Ele quer com a comissão na Câmara motivar os envolvidos no processo para se atentem que a cidade deve ganhar alguma coisa nas trocas financeiras e imobiliárias.

Não sei se isto está sendo feito de forma ativa ou de forma passiva. Parece-me que o vereador do partido da oposição do governo está sendo utilizado pela sua experiência de quatro mandatos na Câmara. Mas me parece também que o motivo é a falta de organização do governo Ní­lvia, que está ainda derrapando após 10 meses de caneta na mão e tem necessitado de ajuda, dos coligados e até dos concorrentes.

 

 Turismo: Uma questão de enfoque e vontade polí­tica!

 

Foi aprovado na Câmara Municipal um aporte financeiro dado pela prefeitura a uma empresa de eventos de R$ 58 mil para que fosse realizado o Moto Beach neste final de semana, excepcionalmente no Parque do Balonismo. A questão do evento e seu lugar sempre são temas polêmicos na polí­tica de Torres. Na sessão da Câmara de segunda-feira passada, por exemplo, o vereador Dê Goulart confessou que mudou de idéia sobre o evento porque ele será realizado no Parque do Balonismo. Para Dê, como era antes (na Beira Mar) o Moto Beach atrapalhava os veranistas e turistas que se hospedam em hotéis, turistas e veranistas, conforme disse, que vêm aqui curtir outras coisas e não querem ser incomodados pelo barulho das motos do evento.

Já o vereador Nego (PC do B) foi contra o aporte financeiro para a empresa de eventos. Ele foi mal entendido. Quis dizer que a prefeitura poderia realizar o Moto Beach sem terceirizar nada, mas deu a entender por alguns outros que seria contra a prefeitura gastar dinheiro em festa terceirizada quando a saúde e outros temas mais caros da cidade estariam demandando recursos.

O vereador Gimi defendeu o Moto Beach e a terceirização e o consequente aporte de dinheiro a terceirizados. Gimi disse que a cidade é de vocação turí­stica e os freqí¼entadores do Moto Beach deixam muito dinheiro nos hotéis e restaurantes da cidade, além de dar alternativas de diversão para o turismo em Torres, para justamente visitantes e turistas.

Resumo da ópera: Torres urge em definir de forma clara, polí­tica e com orçamento, se é ou não uma cidade que se considera sustentada pelo Turismo, de verão e de fora de época. O promotor local vai para o site do MP dizer que temos muitas festas e deverí­amos terminar com eles (festas) para investir o dinheiro público em tratamento aos drogados, construindo clí­nicas espalhadas pela cidade; o juiz í s vezes aceita a teoria do promotor e í s vezes não aceita. Tem vezes que ele não aceita num momento e volta atrás em outro. A secretária de Turismo do estado Abgail Pereira vem aqui, diz que Torres pode entrar no rol de cidades indutoras de turismo do Estado, mas nesta semana acolhe um press tur com jornalistas uruguaios, para apresentar os pontos turí­sticos do RS, e não inclui a cidade de Torres no roteiro; prefeitos se elegem afirmando que vão investir no turismo, mas os orçamentos da pasta são pí­fios; cidadãos e até alguns vereadores (de várias legislaturas) avaliam o secretário de turismo pelo nome do show do réveillon e pelo nome do principal nome do show do Balonismo, como se turismo fosse somente trazer show para agradar moradores locais (isto mais é ação social)

Uma questão de enfoque! A única coisa certa é que TEMOS DE ASSUMIR… ou recuar…

 

Errei a escalação do PDT. Desculpem!

 

Na semana anterior, o colunista aqui errou a escalação do PDT de Torres. Disse erradamente neste espaço que o vereador Deomar Goulart (PDT) era suplente de vereador de Karla Matos. Troquei as bolas. Na verdade o vereador Dê é titular absoluto da cadeira do seu partido na Câmara Municipal. Ele só sai de seu posto se quiser: tem mandato garantido por VOTO DIRETO.

Já Karla Matos é a primeira suplente na Câmara. Só entra lá se Dê assim o permitir. í‰ que boatos diziam que a secretária de Saúde Karla sentaria em uma cadeira na Câmara e Deomar iria para uma secretaria. Os boatos foram confirmados. Eles queriam isto, mas até agora não conseguiram.  E o colunista aqui embaralhou as idéias…

Pode ser que na reforma de Ní­lvia que vai ser anunciada na semana que vem esta jogada de xadrez esteja incluí­da. Mas isto tudo sairia com o consentimento maior do vereador Deomar, que é o único que tem mandato legal, conquistado nas urnas. Resumo: o Deomar é quem, afinal, mais manda no PDT, como em qualquer outro caso que um vereador tenha mandato na Câmara. Isto vale muito…

 

Tudo ou nada!

 

Mais uma vez foi transferida a reunião entre o presidente do PP Rubens De Rose e a prefeita Ní­lvia. Duas vezes na semana passada o encontro foi transferido e parece que nesta semana, na quarta-feira (13), saiu a conversa.

Trata-se de um imbróglio muito grande feito principalmente pela criação do PROS “ partido liderado pelo vereador Ernando Elias. O vereador cantou a pedra da reforma administrativa com requintes de prefeito substituto. E na narrativa de Elia ele tirou a secretaria de Obras de seu ex-companheiro de partido e do seu ex-partido.

Esta questão gerou muito mal estar entre os progressistas de Torres. O vice-prefeito Brocca sinalizou que não abriria mão da secretaria de Obras; já nos corredores dizem que Elias também não recuaria de sua empreitada. Ní­lvia já anunciou que seu irmão Vanilson Pinto é o novo secretário de Obras. Ele é do PP de Morrinhos do Sul e esta questão pode ser considerada nas negociaçíµes entre De Rose e Ní­lvia, que pode alegar que a secretaria é do PP. Pode ser que Brocca tenha sido atendido, mas o vereador Elias não o foi.

De Rose vai entregar um novo nome para a secretaria de Turismo, já que parece que Ataualpa Lumertz sai mesmo após este final de semana do Balonismo. Ou seja: pode ser que os ânimos entre PP e PT sejam pacificados definitivamente, já que há boatos que a prefeita utilizaria sua maioria nas bancadas da Câmara para que Fábio da Rosa fosse o novo presidente da casa legislativa na gestão 2014.

Mas tem muita gente meio decepcionada do PP na rua. E pode ser que haja uma quebra de pratos entre as duas siglas. Não seria bom para Torres neste momento, já que o PP é maior que o PT e a bancada do partido da casa é significativa e formadora de opinião. Veremos!

                                                                                                                               


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