OPINIíO – Um perfil para o próximo prefeito

13 de março de 2011

         

Correção na polí­tica

 

   Uma autoridade na articulação da polí­tica em Torres me corrigiu sobre meu pequeno comentário feito na semana passada sobre os horizontes da formatação polí­tica local para o pleito de 2012. O ex-vereador Nilson Shardosin saiu do PPS e entrou no PTB, que parece que quer se reforçar para o ano que vem. A mesma fonte me informou que outras dissidências do PPS estariam também entrando no PTB ou indo para o PP. Carlos da Delta seria um, que junto com o ex-vereador Fábio da Rosa, estaria negociando suas idas para um destes dois partidos.

Resta saber o que será do PPS em Torres. Atualmente o partido possui uma bancada na Câmara Municipal, mas parece que somente o dono desta cadeira, o vereador Betão da Cal, irá ficar na sigla, que parece também vem se desarticulando em ní­vel estadual e federal.

 

   

 

 Um perfil para o próximo prefeito

   

Vou dar uma opinião modesta sobre o que eu entendo que deva ser o perfil da nova candidatura para a prefeitura de Torres.   Deve ser um candidato que defenda um projeto para, definitivamente, minimizar a sazonalidade do emprego por aqui. E eliminar esta sazonalidade sem correr nenhum risco de descaracterizar a cidade como pólo de turismo de verão, qual seja, sem prejudicar este conceito para a visão dos turistas e veranistas.  

Para isto restam duas alternativas, que me parece que deveriam correr em paralelo. A primeira, a de implementar um pólo de captação de atividades que geram empregos todo o ano, como indústrias não poluidoras e empresas de distribuição de mercadorias (esta segunda deve incluir o aeroporto e seu entorno). A segunda, a de construir um GRANDE CENTRO DE FEIRAS (simples, mas grande), para que a cidade possa receber eventos grandiosos como feiras de maquinas, de automóveis, de materiais para construção, dentre outras.   E, definitivamente também, criar um departamento dentro da prefeitura (em parceria com os hoteleiros) para captar eventos, captar eventos e… captar eventos. Não adianta colocar neste cargo um CC companheiro sem experiência. O dirigente desta área deve ter capacidade, discernimento, conhecimento e educação para poder entrar em salas que vão desde governadores de Estado e ministros, passam por dirigentes de entidades de classe e encerram em simples promotores de eventos.  

O perfil do prefeito que deverá colocar estas duas premissas em sua agenda positiva deve ser de uma pessoa de cabeça aberta ao diálogo, mas firme nos propósito. Torres não pode correr mais o risco de programar polí­ticas públicas, muitas delas vindas de convênios com o governo federal e estadual, que mais parecem grandes sessíµes de secação de gelo: têm objetivos, mas não colocam resolutividade objetivas como metas. Aí­ é uma festa para os secadores de gelo de plantão.

 

 

     Poluição Visual    

 

Está em final de tramitação na Câmara municipal um projeto de lei que regulamenta o uso de ESPAí‡OS PUBLICITíRIOS na cidade.   A ideia geral é permitir que a prefeitura terceirize os espaços e, afinal, proponha regras para a exposição de propagandas em espaços públicos e vias.

  O conceito de Poluição Visual é subjetivo. Uma pessoa pode achar que algo polui o ambiente visual com conceitos diferentes de outra. Mas a questão das propagandas é perigosa, se não vejamos.  

Somos uma cidade TURíSTICA SAZONAL. Por isto, anunciantes de massa de produtos de consumo se interessam por esta MíDIA. Até aí­ tudo bem. Mas temos de ver que o excesso de propaganda nas ruas polui sobremaneira o conceito de uma cidade, evitando em alguns casos que inclusive haja chance de existir este conceito, tal é o ní­vel de proliferação de mensagens e cores espalhadas pelas ruas.  

Com certeza, em  uma cidade de beira de praia, que recebe pessoas no veraneio para descansar e enxergar ao máximo a natureza exuberante para variar justamente de seus outros 11 meses anuais, não pode haver exposição de mensagens de produtos de consumo, principalmente na área da orla.  

Cidades como Las Vegas, Nova York, dentre outras, se definem conceitualmente justamente pelo contrario: são grandes centros de consumo e de lançamentos de marcas de produtos de alta capacidade de consumo.    Diferente de locais de beira de praia, que sugerem, ao contrário, a quase inexistência da proliferação de marcas nas vias próximas ao mar e ao rio.  

 Sugiro que se faça uma lei especí­fica para proibir TOTALMENTE a exibição de letreiros de marcas em estabelecimentos comerciais nas ruas da orla, talvez até três quadras da mesma. Não dá para projetar um conceito de cidade de veraneio quando se está rodeado de placas de marcas de cerveja, refrigerante, pasta de dentes, dentre outras. Certamente os donos de quiosques devem querer o contrário, mas neste caso a poluição visual pode ser o próprio veneno que matará o movimento de pessoas qualificadas em seus estabelecimentos. Autosustentabilidade em estabelecimentos de beira de praia é, acima de tudo, manter o conceito justamente de beira de praia. SEM LETREIROS COLORIDOS E AGRESSIVOS, em nenhuma hipótese. Não podemos correr o risco que nossa orla se torne parecida com avenidas centrais de grandes centros. Definitivamente não combina, nem em terceiro grau de parentesco.

 

     

Evento de Peso em Torres

   

O evento chamado de Madeirite, promovido por empresas de surf e outros patrocinadores, com apoio da prefeitura de Torres, está se projetando como quase que um novo marco regulatório da relação do surfe no RS, os surfistas do RS, antigos e novos, e a nossa comunidade.   Será no final de semana de 26 e 27 próximos.    

Em paralelo ao evento, um surfista antigo freqí¼entador de Torres formatou uma comunidade fechada no Facebook, onde somente entram pessoas convidadas pelos convidados iniciais. Nela (a comunidade) podem-se ver declaraçíµes de amor í  Torres, declaraçíµes de saudades í  lancheria do Farol Hotel, postagens de fotos de antigas diversíµes na cidade como andar nos cavalos que eram alugados na década de 1970, dos saltos da ponte sobre o Rio Mampituba na BR 101, das festas e outras atividades promovidas nas duas sedes sociais da SAPT naquela época, etc.  

São quase 400 integrantes na comunidade, formada por ex-torrenses de veraneio, atuais ainda torrenses de veraneio e pessoas que passaram a morar em Torres após veranearem aqui durante anos. Muitas delas (eu imagino que a maioria) estarão aqui no final de semana da mostra de surfe que reverencia os surfistas das décadas de 60, 70 e 80 no RS. Uma festa será realizada nas dependências da SAPT no sábado e não sei onde se colocará tanta gente, pois são titulares e familiares.  

Uma das idéias que estão surgindo no horizonte é a de tentar resgatar a praia da Guarita para os surfistas. O evento inclusive foi transferido para aquela praia, pois foi nela que tudo iniciou. As autoridades atuais deveriam se aproximar deste grupo e tentar atendê-lo com projetos que o mesmo deve sugerir. Trata-se de um grupo que transformou a praia da Guarita no que ela é hoje com seu reconhecimento mundial.

 

   

Projeto de anistia aos imóveis irregulares

   

Foi aprovado na Câmara na última segunda-feira, um projeto de lei que de certa forma dá anistia aos proprietários de imóveis que fizerem reformas em suas casas e não pediram aprovação prévia para a prefeitura como reza a lei. Basta que os proprietários dos mesmos protocolem na municipalidade seus pedidos.  

 Somente os donos de casas com menos de 100 metros quadrados serão isentos de multa e de medidas mitigatórias ou compensatórias.   Os outros deverão realizar as medidas mitigatórias (adaptação í s leis) ou compensatórias, embora fiquem com seus imóveis regularizados.

   As medidas compensatórias para a regularização de obras e edificaçíµes será a reversão ao Municí­pio do valor correspondente a 1% (um por cento) do valor do Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB-SIDUSCON-RS), por metro quadrado incidente.      


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