UM RELACIONAMENTO NíO PODE SER UMA TíBUA DE SALVAí‡íO!

18 de março de 2012

 

O relacionamento é uma das mais poderosas ferramentas para o crescimento. Muitos de nós temos a falsa ideia de que o propósito de um relacionamento é suprir nossa necessidade e realizar os nossos desejos de alguma forma. Parecemos que mais aspirarmos receber dos relacionamentos do que acrescentarmos a ele. Vistos desta forma, muitas vezes as relaçíµes não passam de uma troca de necessidades, ou buscamos um parceiro mais por necessidade do que por uma escolha. Necessidade implica em dependência, predominantemente, e escolha, em autonomia, pois o amor não prende, mas liberta. Ninguém segura o outro com controle, domí­nio, dinheiro, mas sim verdadeiramente com amor.

Aqueles que não confiam na sua capacidade de amar e de serem amados, comumente buscam e estimulam relaçíµes de mútua dependência, tornando-se eternos inseguros, desconfiados. Na maioria das vezes, fomos condicionados a usar os relacionamentos com as seguintes finalidades errí´neas: acabar com a solidão, naquelas pessoas que não suportam e acreditam ser indesejável estra só consigo mesmas; aliviar angústias, vazios, depressão; recuperar de feridas passadas oriundas de perdas afetivas, de relacionamento, fazendo sucessivas substituiçíµes, para evitar se conectar com a dor do luto.

Na verdade estarão apenas adiando um luto normal, ou seja, é esperado que choremos, nos entristecemos, nos isolemos por um perí­odo após o término de uma relação. O luto passa a ser patológico, ou seja, me defendo dele entrando num estado de euforia, negação do ocorrido, me sentindo superpoderoso; e passo a agir de forma impensada, impulsiva… Por exemplo: começo a fazer dí­vidas em lojas, comprando de maneira compulsiva, para ilusoriamente tentar aliviar meu vazio. Posso também me aventurar em relaçíµes casuais de forma autodestrutiva, sem proteção.

 Na realidade isto só faz aumentar ainda mais o vazio e a busca compulsiva por coisas, parceiros etc. Não encontramos o que buscamos, mas afinal: o que buscamos? Não seria algo em nós mesmos? O quê? Talvez o sentido de sermos quem somos… Mas quem somos de verdade? Perguntas profundas para serem pensadas.

Muitas vezes, pensar dói, me refiro a dor psí­quica, emocional, então procuramos nos distrair dela, nos ocupando, comprando, trocando de parceiros, bebendo, enfim…, para não pensar aquilo que incomoda. Mas então como digerir angústias e elaborá-las se a condição para isso é o trabalho mental, psí­quica do pensar e sentir? Não há outro jeito, a não ser que fiquemos prisioneiros de nossos próprios conceitos,ideais, sentimentos, enfim, escravos de nós mesmos.

 


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