Uma grande fila, e uma breve entrevista com Luan Santana

5 de maio de 2012

 Luan foi muito simpático com a imprensa em sua curta coletiva  

Fui convidado a participar de uma coletiva de imprensa com o astro do sertanejo universitário, Luan Santana, que seria a grande atração do Festival do Balonismo de Torres na mesma noite. Tudo bem, pensei eu. Não sou particularmente um grande fã de Luan Santana, mas reconheço que o sucesso de sua música elevou-lhe a uma condição de popularidade estrondosa (principalmente entre as meninas adolescentes), e fazer-lhe algumas perguntas poderia ser pertinente (e popular).

 

 

Uma noite congelante na fila: Quem faz de tudo por Luan

 

A coletiva com o Luan Santana aconteceria na segunda-feira (30-04), mesmo dia do seu show. E quem passasse pelo Parque do Balonismo neste dia, poderia ter uma noção da impressionante mobilização criada a partir da vinda do í­dolo teen para nossa cidade. Enrolados em cobertores, com doses extras de roupas, pessoas enfrentaram o frio de uma noite inteira para garantir o melhor lugar no show. E a noite foi fria, de renguear cusco, mas aparentemente uma provação fí­sica válida as fervorosas fãs Liziane Lima (17 anos) de Parobé, Ilana Panzenhgen (16 anos) de Sapiranga e Katiane Ilans (14 anos), de Cachoeirinha, as primeiras da fila e que marcavam posição desde as 14h de domingo As músicas dele são bonitas, ele é bonito, cada minutinho aqui será compensado logo mais quando estiver pertinho dele logo mais, afirmam.

Já a comitiva formada por Adriana, Raquel, Sofia, Victória, Karine e Letí­cia preferiu passar a noite em casa, porém as 7h já estavam na fila preparadas para uma longa espera. Moradoras de Torres, Osório e Balneário Gaivota, as meninas trajavam na fila faixas e camisetas com o nome do í­dolo Ele é muito lindo, não importa qual seja o sacrifí­cio, fazemos de tudo pelo Luan, indicou Letí­cia. Já Victória afirma que Apesar do frio, garantir o melhor lugar vale a pena. Minha música preferida do Luan é Incondicional, como o amor que eu sinto por ele. Mãe de Sofia, Adriana afirma que a filha matou aula para garantir um bom lugar na fila. Vieram as mães para guardar lugar na fila junto com as filhas. Passamos frio, mas tentamos curtir o momento em famí­lia.

A fila era longa, e chamava a atenção dos passantes no Parque de Balonismo, perguntei para um deles, Juliano Maia, de Porto Alegre, sua opinião sobre este fato. Particularmente acho uma loucura, nunca faria isto por um í­dolo meu, muito menos por um Luan Santana, que faz umas músicas sem sentido e sem conteúdo só para ganhar dinheiro, exalta Juliano, que diz curtir mais estilos musicais como o reggae e o rock.

 

 

Fãs encararam horas na fila para garantir melhores lugares no mega show de Luan Santana

 

 

A coletiva de imprensa, ou cinco minutos com Luan

 

A coletiva de imprensa com Luan Santana estava marcada para as 20h, levando em conta que o cantor aterrizaria (em seu jato particular) as 19h no aeroporto de Torres. Porém, o voo do í­dolo teen chegou bem atrasado, somente as 21h45.

Atrasos acontecem, tudo bem, e os veí­culos da imprensa chamados para a coletiva esperaram pacientemente pela chegada de Luan Santana. Quando o relógio marcava aproximadamente 22h30, finalmente fomos convocados para nos encontrar com o cantor. No portão de acesso aos bastidores do show, as fãs se conglomeravam por alguma estranha razão, talvez a vã esperança de conseguir entrar. Elas nos invejavam pelo fato de estarmos indo de encontro direto com seu í­dolo maior. Por, favor, leva minha filha junto, ela ama ele!, implorou uma mãe. Em meio a uma rí­gida linha de segurança, fomos encaminhados í  sensação do sertanejo universitário.

Foram não mais de cinco minutos na presença de Luan Santana, que se mostrou tão simpático quanto sua posição de popstar exigia. O limite máximo era de duas breves perguntas por meio de comunicação, e o direito de tirar algumas fotos e gravar jingles para rádios. Luan falou, por exemplo, que lhe agrada o sentimento de regionalismo cultural do Rio Grande do Sul, que lhe lembra seu estado natal, Mato Grosso do Sul. Ele disse ainda que não surgiu para seu mais um sucesso meteórico, que sua música veio para ficar. Mas o tempo para a coletiva foi curto, Luan faria um show dentro de poucos minutos.

 A produção de Luan Santana nos dizia que o tempo para entrevistas havia terminado. Tive que me intrometer na frente do astro para ter direito fazer-lhe ao menos uma pergunta, após 2h30 de espera pela coletiva. Perguntei se ele se inspirava em outros gêneros musicais além do sertanejo, que bandas ou músicos lhe influenciavam. Luan respondeu. Gosto bastante de rock internacional e country também, bandas como Nickelback e Creed são muito boas. Agradeci a Luan, me retirei e estes foram os breves minutos do jornal A FOLHA com Luan Santana.


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