Vereador da base do governo pede para prefeito conceder o aumento de 6% para o funcionalismo

1 de abril de 2012

 

 

Na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, que aconteceu na segunda-feira (26), o vereador Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB),  em seu espaço de tribuna da sessão pediu publicamente para que o prefeito em exercí­cio,  Valmir Daitx Alexandre, o  Pardal, para que ele sancione a emenda feita pelos edis, aprovada por unanimidade na casa, que concede aumento real ao funcionalismo público de Torres de 6%, além dos 4,53% da correção monetária já dada pela municipalidade no projeto de lei sem emendas. Gimi pediu mais ainda. Sugeriu que a prefeitura já programasse um projeto de lei que reajuste anualmente os salários dos servidores pelo mesmo percentual do aumento do Salário Mí­nimo do Brasil.

O que soa de forma contraditória em tudo isto é que o vereador não é da oposição. Ele é do PMDB, partido do atual prefeito João Alberto e do vice-prefeito Pardal. E a prefeitura, respaldada politicamente pelo prefeito e pelo vice-prefeito, diz também publicamente que não existe dinheiro no orçamento para conceder este reajuste, militado pelo sindicato da categoria em Torres e apoiado pelos vereadores da Casa Legislativa.

 

Possibilidade de greve

 

O presidente do SIMTO, André Dambrós, afirmou na mesma sessão da Câmara Municipal para A FOLHA, que o vice-prefeito Pardal não mexeria na estrutura do projeto de lei, qual seja, não aceitaria em hipótese nenhuma o aumento de 6% real requerido pela militância. Pardal teria prometido a ele que a decisão final seria do prefeito João Alberto, em sua volta das férias, na próxima segunda-feira (2/4). Com esta afirmação, Dambrós acha que os servidores irão esperar a decisão final do prefeito, para então decidirem o que fazem.

Os servidores públicos de Torres estão em Estado de Greve já há quase três semanas. Estado de greve na linguagem sindical significa em prontidão para a entrada em greve a qualquer momento. Os servidores querem aumento real de 6%. Já a prefeitura diz que já deve arcar com mais 4% de aumento vegetativo na Folha de Pagamento em 2012 e que deve ter que desembolsar mais R$ 4 milhíµes ainda em 2012, por conta de uma causa já perdida na justiça que reajusta os salários públicos locais por conta de um erro de cálculo da URV, feito pelas administraçíµes locais após o Plano Real, em 1994, e além disto está ando o reajuste pelo IGPM de 4,53%.

 


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