Em seu espaço na Tribuna na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (9), o vereador Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB) denunciou com provas cabais documentais um corte irregular de água realizado pela CORSAN, í pedido da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA/RS), realizado na residência de um morador torrense que possui sua casa nos limites do Parque Estadual de Itapeva. O vereador mais uma vez criticou a política dos técnicos do PEVA, que insistem em intimidar cidadão simples, por conta de uma questão que ainda está sob júdice, mas que, mesmo não estando, extrapola qualquer medida de bom senso.
Gimi levou em mãos a prova cabal do erro. Prova esta obtida pelo morador, que entrou na justiça questionando o corte abrupto de sua água. O munícipe teve se esperar o julgamento para recuperar seus direitos e ficou sem água durante o trâmite judicial. Mas a Pretora Janice de Almeida, uma das juízas da comarca, julgou favorável a ação do munícipe, que teve sua água novamente ligada.
Na fundamentação do despacho, a mesma juíza alegou que não existe direito de tirar um bem fundamental da vida de uma família: a água.
Vereadora Lú criticou vereador
Em resposta ao vereador e defendendo as políticas públicas do PT no RS, como tem feito em 2012, a vereadora Professora Lú (PT) criticou o discurso de Gimi de forma indireta. Ela afirmou em seu espaço que não acha saudável que se faça caças í s bruxas. Ela lembrou que na Audiência Pública sobre o parque, realizada em 2011 na Capital, para ela não houveram questionamentos sobre o Parque, ao contrário, vários elogios í s açíµes das políticas públicas.
Audiência Pública em Torres
O mesmo vereador Gimi, que apresentou provas cabais timbradas da SEMA e da justiça, entrou com o pedido í presidência da casa legislativa para que seja realizada, aqui na Câmara, em Torres, uma audiência Pública para debater o assunto, com a presença dos moradores da área em júdice, do MP, e da SEMA/RS. A Mesa Diretora aceitou a audiência que será marcada nos próximos dias
Caso
Este não é o primeiro caso de divergência entre os moradores do entorno do Parque Itapeva e a SEMA. E não é a primeira vez que o judiciário e o MP entram na questão. Já existe uma ação civil pública na justiça promovida pela promotoria local contra o Estado do RS e a prefeitura de Torres. Portanto, ambas são rés na questão. O MP quer que haja a definição da área do parque e que a municipalidade de Torres ou o Estado do RS encaminhem soluçíµes para os moradores da área.


