Após ser protagonista de debates polêmicos, o projeto de lei, de autoria do governo Nílvia, que aumenta o índice de manobra da municipalidade acabou sendo aprovado somente com cinco votos contra. Uma emenda de autoria do vereador Fábio da Rosa (PP) diminuiu o índice de 40% para 35%. Ou seja, a prefeitura municipal agora subiu de 20% para 35% a autorização parlamentar para fazer suplementaçíµes orçamentárias sem obrigação de fazer consulta parlamentar.
Após sessão anterior, que gerou até bate-bocas entre os vereadores da oposição e base aliada, o comportamento do PMDB e da vereadora Gisa Webber mudaram. Eles militaram a favor da separação dos temas e criticaram o aumento e principalmente a pressa da prefeitura em aprovar o aumento da margem de manobra orçamentária. Mas na votação e debate, eles sequer se pronunciaram, tanto sobre a emenda quanto sobre o projeto de lei em si.
Fábio da Rosa teria sido convencido pelo PP a apoiar o governo
Na semana anterior, o próprio vereador Fábio da Rosa tinha pedido, através de indicação – assinada por seis colegas de casa (oposição e situação) – para que a prefeita elaborasse um PL especial, para aprovação de suplementação orçamentária e para pagamento das contrapartidas municipais, por conta da vinda de recursos federais para o asfaltamento da estrada das Salinas, da Avenida Castelo Branco até a BR 101. Fábio e Gisa Webber – ambos do PP, base aliada de Nílvia na Câmara – foram os líderes da rebeldia quanto í votação da matéria do percentual de manobra juntamente a votação da matéria sobre a liberação dos recursos para o bairro Salinas. Queriam que o PL do aumento do percentual fosse votado em separado e com mais debates. E receberam coro dos quatro vereadores do PMDB.
Mas o próprio vereador Fábio da Rosa voltou atrás e acabou abrindo “ durante a semana- que votaria a favor do PL da prefeitura do índice orçamentário, mesmo sabendo que a prefeita não acataria seu pedido de votação em separado das duas matérias.
Prefeita Nílvia pediu manobra de 40% no orçamento.
A própria prefeita Nílvia foi quem pediu publicamente para os vereadores, que aceitassem o aumento da manobra orçamentária. Ela fez o pedido há duas semanas, durante uma audiência pública na casa legislativa. Nílvia alegava que o asfaltamento da estrada das Salinas estaria sob risco de não sair caso os vereadores não aprovassem esta proposta de liberdade de suplementação orçamentária da prefeitura. Mas os vereadores – inclusive do PP e do PC do B (base aliada) – não aceitaram esta justificativa.
Nesta semana que passou, o governo conseguiu articular bem na câmara suas vontades, conseguindo trazer de volta o vereador Fábio da Rosa e o vereador Nego para apoiar a aprovação da matéria – mesmo sem apresentar projeto alternativo. Somente a vereadora Gisa Webber manteve sua postura e não apoiou o governo com seu voto, numa clara resposta ao seu pedido de votar os temas de forma distinta e com análises.
Base aliada pode estar mudando
Informaçíµes extra-oficiais dão conta que pode estar havendo mais uma troca da configuração dos acordos entre o governo Nílvia e sua base aliada na Câmara Municipal. A secretaria de Cultura e Desportos “ que era ocupada pelo PC do B “ trocou de partido. Clarice Brodevan “ assessora do vice prefeito Ildefonso Brocca – assumiu a secretaria na quarta-feira (2/7). Filiados do partido comunista informaram para A FOLHA que a prefeita Nílvia teria assinado a exoneração de todos os militantes do PC do B da pasta, não informando o futuro da relação entre o governo Nílvia e o PC do B.
O PP recebe mais uma secretaria, talvez por conta justamente da troca de opinião e de atitude do vereador Fábio da Rosa. E o governo pode estar perdendo o apoio e o voto do vereador Nego em suas matérias na casa legislativa.


