Vereadores de Torres atacam em grupo governo estadual e federal

22 de novembro de 2011

A última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, que aconteceu extraordinariamente na ultima quarta-feira (16),  por conta do ponto facultativo decretado pela casa na segunda-feira (14), acabou sendo protagonista de vários discursos de vereadores em seus espaços na Tribuna que focaram em ataques generalizados ao Governo Tarso Genro e ao governo Dilma.  A única representante do PT na casa legislativa torrense, Vereadora Lú, teve de tomar partido para defender sua sigla e pedir vários a partes durante as manifestaçíµes, já que não possuí­a no dia espaço de tribuna.

   

Saudades de Yeda Crusius

   

O vereador Rogerinho (PP) citou o aumento dos í­ndices de criminalidade em alguns setores no Estado em relação í  2010 e acabou desabafando: Já começo a sentir saudades da governadora Yeda. Rogerinho se lembrou da falta de critério do governo que, conforme ele não está dando bola para os itens fundamentais em seu governo como Saúde, Educação e Segurança, mas insiste em contratar CCs de apadrinhamento com salários todos acima de R$ 5 mil, deixando a segurança pública e suas polí­ticas (por exemplo, de contenção do aumento do tráfico de Crack), de lado. A vereadora Lu pediu a parte e disse que na próxima semana provará que, conforme ela, o vereador está enganado. Mesmo assim, Rogerinho confirmou as criticas e disse que não ficaria brabo se as criticas fossem á um governo onde participa.

 

O vereador Tenora (PP) também criticou o governo do RS. Ele fez um paralelo com o salário mí­nimo dos soldados da Brigada Militar do Distrito Federal, que ganham R$ 4,2 mil de base, quando aqui no RS, além dos salários baixí­ssimos,  sequer os Salva-Vidas recebem suas diárias de direito para trabalharem finais de semana e feriados de plantão defronte aos banhistas, evitando muitas mortes.

 

E nossa categoria votou em Tarso pela promessa de aplicar a PEC 300 (piso para a segurança pública) quando em campanha e como Ministro, e agora estamos nos sentidos enganados, disse Tenora.  

   

Ataque partidário

   

O vereador Gimi (PMDB) foi mais enfático. Ele criticou toda a filosofia de empreguismo do PT no governo do RS. Gimi lembrou os 500 CCs que, conforme ele,  foram empurrados e aprovados  na assembléia com maioria do governo, logo no iní­cio da administração Tarso, ainda em janeiro, onde existem vários salários entre os contratados pelo governador de até R$ 23 mil. Gimi também aproveitou as crí­ticas da oposição í s obras do governo João Alberto na cidade para lembrar que a culpa dos atrasos é da falta de pagamento por parte do governo federal de sua parte, não cumprindo o convênio.  

 

 Vamos, se precisar, chamar os empreiteiros para depor aqui na Câmara e confirmar que e a Caixa Federal, em nome do governo, que está atrasando os pagamentos, afirmou Gimi. Acho que esta estória do PAC pode ter sido somente para eleger Dilma, porque o problema está inserido no Brasil inteiro e muitas pequenas empresas estão quebrando por falta de repasses do governo federal, encerrou.      


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