Vida inteligente: Neurocientistas compravam que animais tem consciência

29 de julho de 2012

 

O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário cientí­fico depois de apresentar um projeto em parceria com o fí­sico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente.

Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamí­feros, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Philip Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 renomados pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a entrevista ao site da VEJA.

 

 

Mais respeito com os animais

 

                      Segundo o neurocientista, as estrutura nervosas de nosso cérebro são semelhante em grande parte ao cérebro de alguns animais mais evoluidos. Sentimentos como dor, prazer, felicidade e medo podem ser facilmente reconhecidos pelos cachorros e gatos que convivem conosco, e agora eles servem de base para renomados cientistas comprovarem a consciência que estes animais possuem.

                      As semelhanças entre a consciência de um animal e de um homem ainda são uma incógnita para a ciência. Mas Philip Low afirma que os animais (principalmente os mamí­feros e pássaros) podem sentir muito mais do que pensávamos, e que no futuro uma relação diferente se estabelecerá entre o ser humano e os outros animais.

 No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhíµes de dólares por ano matando 100 milhíµes de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. í‰ uma péssima contabilidade, custa caro e tira muitas vidas desnecessariamente conclui o cientista.

 


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