Votos de Marina passaram para Serra em Torres e na região
5 de novembro de 2010
Desperdício? Nem pensar…
A campanha acabou. Dilma se elegeu com metade dos votos, mas não houve discussão em debates, programas de partidos, redes sociais, e-mails, dentre outros vários mecanismos democráticos novos de debate na política sobre a questão do desperdício de dinheiro público no executivo, legislativo judiciário e MP.
No primeiro turno a candidata Marina Silva d PV colocou isto em seus programentes da TV na campanha. Mas os adversários sequer responderam. Ela citou, por exemplo, a constatação de que pagamos quase quatro vezes o valor de uma ambulância quando comprada por órgãos públicos. Citou o exército de CCs e funcionários públicos desnecessários no poder ou nos poderes, etc…
Isto quer dizer que continuaremos ter de ver isto no dia-a-dia no Brasil. E o povo deve concordar, pois sequer houve debate sobre isto. Continuaremos vendo gabinetes em todos os poderes e instâncias recheados de funcionários muito bem remunerados se batendo dentro dos espaços, pois não existe o que fazer. A menos que eles sejam convidados a irem para casa e continuarem recebendo como vemos normalmente as denúncias na TV, mas parece que esquecemos, os eleitores esquecem.
E os impostos já começam a surgir. A CPMF já saiu do armário, e virão outros e outros e outros… Assim a briga pelo poder só pode ser de baixo nível como vimos na campanha. Na verdade é briga por dinheiro e mordomia fácil, infelizmente.
Proposta indecorosa de Tarso
Por que deveria a governadora concordar com a redução de três meses em seu mandato de quatro anos, e desistir de projetos que marcam a sua gestão?
O governador eleito Tarso Genro argumenta com a razoabilidade quando orienta seu futuro chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, a pedir que a governadora Yeda Crusius suspenda a contratação de obras projetadas e aprovadas. Não é razoável que um governo que se encerra em dezembro assine contratos que comprometerão os futuros governos, diz o porta-voz no CP de hoje. Em primeiro lugar, o pedido é estranho, quase descabido, por apelar í razão de um governante que continua no pleno exercício de seu mandato por ter conseguido resistir, ao longo de dois anos, a uma irrazoável carga de falsas denúncias de corrupção, promovida exatamente pelo partido do sucessor agora eleito, e então ministro da Justiça e controlador da Polícia Federal. Lembram-se do episódio do impeachment?
Em segundo lugar, quais são as obras? Nada menos do que a revitalização do Cais do Porto da Capital, a construção da RS 010, que contribuirá para desafogar o trânsito na BR-116, e o estabelecimento do presídio em Canoas, projeto-piloto de parceria público-privada (PPP) que poderá constituir-se na alternativa de solução ao caos no sistema penitenciário. í‰ justo, prezados leitores, que a chefe do Executivo, com mandato até 31 de janeiro, desista da iniciativa em relação aos três empreendimentos que necessariamente precisam ser concretizados, tanto que também aprovados pelos legislativos envolvidos, e que contribuirão para marcar a sua gestão de quatro anos? E desistir sem que o futuro governador detalhe o que viu de errado nos três projetos, dos quais dois, por coincidência, tem marcada participação da iniciativa privada.
Por í‰rico Valduga: Periscópio WWW.ericovalduga.com.br
Votos de Marina passaram para Serra em Torres e na região
No primeiro turno houve empate entre Dilma Rousseff e José Serra aqui em Torres. No segundo turno, Serra ganhou com diferença de 2.200 votos. Como Marina teve no primeiro turno 2.300 votos, imagina-se que os eleitores que optaram pala Onda Verde navegaram em uma mesma onda no sentido e José Serra do PSDB.
Em Arroio do Sal a diferença entre Dilma e Serra em prol do tucano no segundo turno foi de 420 votos. Marina teve 600 votos no primeiro turno, o que mostra o mesmo movimento, já que a diferença entre Dilma e Serra no primeiro embate foi de somente 200 votos.
Pegando uma cidade de pé de morro como é Dom Pedro de Alcântara aqui perto, o movimento marinista também ajudou o candidato tucano, deduz-se. í‰ que no primeiro turno, Dilma ganhou de capote lá com o dobro dos votos de Serra. Foram em torno de 800 votos de diferença, onde Marina teve 178. No segundo turno a diferença em prol de Dilma caiu para 600 votos, exatamente os votos de Marina no primeiro tempo do pleito. Em Morrinhos do Sul, Dilma ganhou com 180 votos de diferença no segundo turno em um colégio eleitoral de 3.300 eleitores. Caiu também, pois no primeiro a vantagem pró – Dilma foi de 370 votos, quando Marina teve lá na cidade vizinha de Torres no pleito 146 votos, quase exatamente a diferença.
Isto mostra que os marinistas e o PV por aqui estava mais para o lado da MUDANí‡A, Do que de continuidade.
E no RS também a Onda Verde se pintou de azul & amarelo
No primeiro turno a vitória do PT no RS foi de 400.000 votos em prol de Dilma contra o tucano José Serra. Marina teve 725.000. No segundo Turno virou. Serra vence no RS com diferença de 220.000 votos, invertendo o embate PT X PSDB, e com os votos da Onda Verde…
í‰ que se somarmos 220 mil com 400 mil, chega-se a 620 mil, muito próximos dos 725 mil da candidata Verde no primeiro embate.
Vereadora Lú desabafa e exagera
Na última sessão da Câmara Municipal, a vereadora Lú desabafou com certo exagero o seu pós-campanha e seu pós – vitória de sua candidata Dilma no pleito do domingo passado. Ela acabou quase chamando todos os eleitores que não votaram em Dilma de Elites ( como ela entende, por que para mim elite hoje em dia é o político e a cúpula dos outros poderes estabelecidos, tal é o salário e as mordomias que nós brasileiros pagamos í eles, com raríssimas exceçíµes, entre elas os vereadores de cidades pequenas como Torres). Mas vamos lá.
A vereadora colocou a verdade do PT ( sua versão pois existem outras inclusive antagí´nicas) como se fossem absolutas em um monólogo onde o contraditório não chegava perto, normal em um pronunciamento, mas feito com uma veemência um pouco arrogante.
Será que quem votou em Serra é tão elitista assim? Acho que não. Será que o PT e seus conluios no poder não possui atualmente telhado de vidro frágil para se sentir no direito de criticar tudo e todos com se fosse um partido santo e salvador da pátria, quando não o é?
Lú no final inclusive deu a entender que o PV foi covarde em não definir posição no segundo turno. Ela disse que um partido que teve densidade eleitoral de 20% no primeiro turno não podia se isentar de apoiar uma corrente. Que arrogância, típica de salto alto de quem ganhou o pleito e acha que virou rainha.
Desta vez não entendi a posição da vereadora petista. Colocar em ação uma verdadeira metralhadora giratória após a vitória de forma abrupta é que mostra certa reticência em fazer isto antes, e isto sim poderia ser diagnosticado de covardia. E mais: O PV não iria se alinhar nacionalmente com uma coligação que possui Sarney, Collor, Barbalho, Zé Dirceu, dentro outros.
Vereador Brocca comemora vitória de Serra na região
O vereador do PP Idelfonso Brocca, ao contrário de Lú, somente comemorou o pleito. Ele lembrou que o candidato José Serra teve vitória esmagadora aqui em Torres sobre Dilma e lembrou também que em todo o litoral de beira de praia a vitória do tucano se repetiu. Comemorou também porque ressaltou que não havia material de campanha, diferente da militância do PT que estava cheia de material e militância.


