Produção de bioinsumos ‘on farm’ é alternativa de baixo custo para recuperar o solo

Resultados e a receita de bioinsumo (com pesquisas coordenadas or equipe da UCS) foram apresentados em uma das oficinas da 23ª edição da Feira da Biodiversidade, recentemente realizada em Três Cachoeiras.

8 de julho de 2026

Produzido a partir da coleta de microorganismos encontrados naturalmente no solo de matas nativas, o Composto Aeróbio TMT contribui na regeneração da vida do solo e dos cultivos. Pesquisas coordenadas pela professora Valdirene Camatti Sartori e pelo estudante de Agronomia Ruan Fogaça Feijó, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), apontam que o composto melhora a estrutura do solo, aumenta a retenção de água e potencializa a ciclagem de nutrientes, fortalecendo assim a autossuficiência das famílias agricultoras. Os resultados e a receita do bioinsumo foram apresentados em uma das oficinas da 23ª edição da Feira da Biodiversidade, recentemente realizada na comunidade de Santo Anjo da Guarda, em Três Cachoeiras.

Conforme a apresentação, o processo começa com a coleta do material na mata. Este é misturado a um substrato rico em amido, como o arroz cozido, para uma primeira fase de multiplicação. Depois, são adicionados os outros ingredientes, que incluem itens com açúcar (melaço, rapadura ou caldo de cana), farelo de arroz, farinha de osso, ração de peixe ou restos de peixe e marisco, carvão, terra de bambuzal ou de mata, farinha de trigo. Estes ingredientes podem ser substituídos de acordo com a disponibilidade de materiais na propriedade. A partir desta mistura, inicia o processo de revolvimento ou aeração, que deve ser feito tries vezes ao dia, durante cinco minutos. Entre três e cinco o dias o material estará pronto para usar, diluído em água. Não deve ser armazenado mais do que uma semana.

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Para João Luiz Fernandes, que participou da oficina, o TMT se encaixa muito bem na realidade da região. “Pode flexibilizar ( a quantidade de fertilizantes produzida) de acordo com o tamanho da propriedade, então pode fazer menor ou maior dependendo da demanda”. O agrônomo pretende fazer a receita de 500 litros do produto para aplicar em áreas de um bananal em Morrinhos do Sul onde as plantas estão mais fracas. “A ideia é  recuperar essas áreas”.

O processo TMT desenvolvido pelo engenheiro agrônomo e doutor em Fitopatologia Celso Katsuhiro Tomita.

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Por que aeróbio?

A professora Valdirene enfatizou que, sendo a mata um ambiente aeróbio, com oxigênio, o processo também precisa ser aeróbio para multiplicar a grande diversidade microorganismos coletado. Se estes microorganismos forem mantidos em um meio anaeróbio, sem oxigênio, apenas um grupo específico será privilegiado, perdendo-se a variedade necessária para recompor o solo.

 

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Publicado em: Meio Ambiente






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