í‰ domingo. Acordo incomodada. Um certo mal estar toma conta de mim. Levanto cedo, porque ficar na cama não está bom. Ao mesmo tempo, ficar de pé, fazer a higiene matinal, tomar café também não é bom. A garganta começa a arder. Há muitos anos tive as amígdalas, hoje chamadas tonsilas, extirpadas, pois eram focos de constantes infecçíµes o que me atormentou durante toda a infância e a adolescência, sem elas tenho faringites dolorosas. Agora a garganta dói muito. í€ medida que o dia avança, o mal estar se intensifica. O incí´modo generalizado vai virando dor generalizada. í€ noite já dói o corpo todo. Doem as articulaçíµes, as solas dos pés, os dedos, a cabeça, tudo. Começo a tomar analgésicos e antiinflamatórios. Para dormir, um tranqí¼ilizante.
Madrugada seguinte estou acordada desde muito cedo com meu próprio diagnóstico: gripe. Hoje começa a fase da espirradeira. Passo a maior parte do dia espirrando e inicia a fase das águas. Escorrem o nariz e os olhos sem parar. Uso tanto lenço de papel que a pele sensível ao redor dos olhos e narinas começa a arder e avermelhar. Ainda tento tocar o dia normalmente. í‰ segunda feira, dia de trabalho e de muita andança na cidade, porém no meio da tarde estou derreada. Volto prá casa e fico encolhida no sofá. Tudo dói. Tudo roda. Espirro e espirro. Estou cansada, muito cansada. Inquieta. Atordoada. Lá se vai outra noite mal dormida e nova manhã inicia com os mesmos sintomas. O dia vai arrastado e eu arrastada junto com ele. Nada mudou. Nada melhorou.
Quarta feira já estou convencida que é uma gripe muito séria, mas meu médico diz que é uma influenza comum. O nariz e os olhos estão com a pele verdadeiramente assada, quase impossível de ser tocada para secar o aguaceiro que não para nunca. Sigo com fortes dores corporais, dor intensa na cabeça e na garganta. O dia seguinte é quase idêntico e juro que estou me esvaindo em líquidos aquosos. Intensifico os analgésicos. Fico cada vez mais encolhida e o dia é longo e chato. Na sexta a fase líquida começa a ser substituída pela fase mucosa e o ranho nesse início clarinho e fino escorre nariz abaixo, parece que quanto mais seco, mais aumenta. Devido aos remédios, estouram aftas na boca. E afta dói demais. í€ noite já são três a dificultar a ingestão de qualquer alimento. Vai outra noite mal dormida. A todo momento é preciso limpar o nariz e o sábado amanhece sem sinais de melhora. Mais duas aftas dolorosas apareceram durante a noite. Chega o domingo e com ele a tosse. Inicialmente esparsa vai se tornando um inferno. Quando a gente tosse os músculos torácicos e abdominais se contraem e doem. Quanto mais tosse, mais dor. Esse quadro permanece por mais dois dias e, desespero, o ranho agora é mucoso, grosso, esverdeado, nojento. De onde sai isso tudo, meu Deus? Já estou perdendo a conta dos dias e noites sofridos passados nesse vale de dores e sombrias perspectivas. Já se passaram dez dias…
Hoje, quinta feira, escrevo sobre essa doença que por tanto tempo assola o ser humano sem solução medicamentosa efetiva. Como diz a propaganda de analgésicos é tomar um remedinho e cama, repouso, proteção e aguardar que tudo aconteça no seu ritmo. Felizmente agora as aftas estão cedendo, apesar de continuar a irritação e as dores na garganta. O nariz já está mais seco e me alimento melhor. Estou decidida, quando curada farei a vacina para buscar evitar novas crises. Vacina, gente, vacina na gente porque o contágio é fácil e os sintomas dessa doença são muito, muito ruins. Isolamento para evitar que outras pessoas se infectem e repouso, muito repouso, o que é muito difícil para pessoas ativas. E paciência, muita paciência! Paciência inclusive para ler essa crí´nica doente!
domingo. Acordo incomodada. Um certo mal estar toma conta de mim. Levanto cedo, porque ficar na cama não está bom. Ao mesmo tempo, ficar de pé, fazer a higiene matinal, tomar café também não é bom. A garganta começa a arder. Há muitos anos tive as amígdalas, hoje chamadas tonsilas, extirpadas, pois eram focos de constantes infecçíµes o que me atormentou durante toda a infância e a adolescência, sem elas tenho faringites dolorosas. Agora a garganta dói muito. í€ medida que o dia avança, o mal estar se intensifica. O incí´modo generalizado vai virando dor generalizada. í€ noite já dói o corpo todo. Doem as articulaçíµes, as solas dos pés, os dedos, a cabeça, tudo. Começo a tomar analgésicos e antiinflamatórios. Para dormir, um tranqí¼ilizante.
Madrugada seguinte estou acordada desde muito cedo com meu próprio diagnóstico: gripe. Hoje começa a fase da espirradeira. Passo a maior parte do dia espirrando e inicia a fase das águas. Escorrem o nariz e os olhos sem parar. Uso tanto lenço de papel que a pele sensível ao redor dos olhos e narinas começa a arder e avermelhar. Ainda tento tocar o dia normalmente. í‰ segunda feira, dia de trabalho e de muita andança na cidade, porém no meio da tarde estou derreada. Volto prá casa e fico encolhida no sofá. Tudo dói. Tudo roda. Espirro e espirro. Estou cansada, muito cansada. Inquieta. Atordoada. Lá se vai outra noite mal dormida e nova manhã inicia com os mesmos sintomas. O dia vai arrastado e eu arrastada junto com ele. Nada mudou. Nada melhorou.
Quarta feira já estou convencida que é uma gripe muito séria, mas meu médico diz que é uma influenza comum. O nariz e os olhos estão com a pele verdadeiramente assada, quase impossível de ser tocada para secar o aguaceiro que não para nunca. Sigo com fortes dores corporais, dor intensa na cabeça e na garganta. O dia seguinte é quase idêntico e juro que estou me esvaindo em líquidos aquosos. Intensifico os analgésicos. Fico cada vez mais encolhida e o dia é longo e chato. Na sexta a fase líquida começa a ser substituída pela fase mucosa e o ranho nesse início clarinho e fino escorre nariz abaixo, parece que quanto mais seco, mais aumenta. Devido aos remédios, estouram aftas na boca. E afta dói demais. í€ noite já são três a dificultar a ingestão de qualquer alimento. Vai outra noite mal dormida. A todo momento é preciso limpar o nariz e o sábado amanhece sem sinais de melhora. Mais duas aftas dolorosas apareceram durante a noite. Chega o domingo e com ele a tosse. Inicialmente esparsa vai se tornando um inferno. Quando a gente tosse os músculos torácicos e abdominais se contraem e doem. Quanto mais tosse, mais dor. Esse quadro permanece por mais dois dias e, desespero, o ranho agora é mucoso, grosso, esverdeado, nojento. De onde sai isso tudo, meu Deus? Já estou perdendo a conta dos dias e noites sofridos passados nesse vale de dores e sombrias perspectivas. Já se passaram dez dias…
Hoje, quinta feira, escrevo sobre essa doença que por tanto tempo assola o ser humano sem solução medicamentosa efetiva. Como diz a propaganda de analgésicos é tomar um remedinho e cama, repouso, proteção e aguardar que tudo aconteça no seu ritmo. Felizmente agora as aftas estão cedendo, apesar de continuar a irritação e as dores na garganta. O nariz já está mais seco e me alimento melhor. Estou decidida, quando curada farei a vacina para buscar evitar novas crises. Vacina, gente, vacina na gente porque o contágio é fácil e os sintomas dessa doença são muito, muito ruins. Isolamento para evitar que outras pessoas se infectem e repouso, muito repouso, o que é muito difícil para pessoas ativas. E paciência, muita paciência! Paciência inclusive para ler essa crí´nica doente!


