A GRIPE

26 de março de 2010

 

 

                    í‰ domingo. Acordo incomodada.   Um certo mal estar toma conta de mim. Levanto cedo, porque ficar na cama não está bom. Ao mesmo tempo, ficar de pé, fazer a higiene matinal, tomar café também não é bom. A garganta começa a arder. Há muitos anos tive as amí­gdalas, hoje chamadas tonsilas, extirpadas, pois eram focos de constantes infecçíµes o que me atormentou durante toda a infância e a adolescência, sem elas tenho faringites dolorosas. Agora a garganta dói muito. í€ medida que o dia avança, o mal estar se intensifica. O incí´modo generalizado vai virando dor generalizada. í€ noite já dói o corpo todo. Doem as articulaçíµes, as solas dos pés, os dedos, a cabeça, tudo. Começo a tomar analgésicos e antiinflamatórios. Para dormir, um tranqí¼ilizante.

 

                      Madrugada seguinte estou acordada desde muito cedo com meu próprio diagnóstico: gripe. Hoje começa a fase da espirradeira. Passo a maior parte do dia espirrando e inicia a fase das águas. Escorrem o nariz e os olhos sem parar. Uso tanto lenço de papel que a pele sensí­vel ao redor dos olhos e narinas começa a arder e avermelhar. Ainda tento tocar o dia normalmente. í‰ segunda feira, dia de trabalho e de muita andança na cidade, porém no meio da tarde estou derreada. Volto prá casa e fico encolhida no sofá. Tudo dói. Tudo roda. Espirro e espirro. Estou cansada, muito cansada. Inquieta. Atordoada. Lá se vai outra noite mal dormida e nova manhã inicia com os mesmos sintomas. O dia vai arrastado e eu arrastada junto com ele. Nada mudou. Nada melhorou.

 

                      Quarta feira já estou convencida que é uma gripe muito séria, mas meu médico diz que é uma influenza comum. O nariz e os olhos estão com a pele verdadeiramente assada, quase impossí­vel de ser tocada para secar o aguaceiro que não para nunca. Sigo com fortes dores corporais, dor intensa na cabeça e na garganta. O dia seguinte é quase idêntico e juro que estou me esvaindo em lí­quidos aquosos. Intensifico os analgésicos. Fico cada vez mais encolhida e o dia é longo e chato. Na sexta a fase lí­quida começa a ser substituí­da pela fase mucosa e o ranho nesse iní­cio clarinho e fino escorre nariz abaixo, parece que quanto mais seco, mais aumenta. Devido aos remédios, estouram aftas na boca. E afta dói demais. í€ noite já são três a dificultar a ingestão de qualquer alimento. Vai outra noite mal dormida. A todo momento é preciso limpar o nariz e o sábado amanhece   sem sinais de melhora. Mais duas aftas dolorosas apareceram durante a noite. Chega o domingo e com ele a tosse. Inicialmente esparsa vai se tornando um inferno. Quando a gente tosse os músculos torácicos e abdominais se contraem e doem. Quanto mais tosse, mais dor. Esse quadro permanece por mais dois dias e, desespero, o ranho agora é mucoso, grosso, esverdeado, nojento. De onde sai isso tudo, meu Deus?   Já estou perdendo a conta dos dias e noites sofridos passados nesse vale de dores e sombrias perspectivas. Já se passaram dez dias…

 

Hoje, quinta feira, escrevo sobre essa doença que por tanto tempo assola o ser humano sem solução medicamentosa efetiva. Como diz a propaganda de analgésicos é tomar um remedinho e cama, repouso, proteção e aguardar que tudo aconteça no seu ritmo. Felizmente agora as aftas estão cedendo, apesar de continuar a irritação e as dores na garganta. O nariz já está mais seco e me alimento melhor. Estou decidida, quando curada farei a vacina para buscar evitar novas crises. Vacina, gente, vacina na gente porque o contágio é fácil e os sintomas dessa doença são muito, muito ruins. Isolamento para evitar que outras pessoas se infectem e repouso, muito repouso, o que é muito difí­cil para pessoas ativas.   E paciência, muita paciência! Paciência inclusive para ler essa crí´nica doente!

 

domingo. Acordo incomodada.   Um certo mal estar toma conta de mim. Levanto cedo, porque ficar na cama não está bom. Ao mesmo tempo, ficar de pé, fazer a higiene matinal, tomar café também não é bom. A garganta começa a arder. Há muitos anos tive as amí­gdalas, hoje chamadas tonsilas, extirpadas, pois eram focos de constantes infecçíµes o que me atormentou durante toda a infância e a adolescência, sem elas tenho faringites dolorosas. Agora a garganta dói muito. í€ medida que o dia avança, o mal estar se intensifica. O incí´modo generalizado vai virando dor generalizada. í€ noite já dói o corpo todo. Doem as articulaçíµes, as solas dos pés, os dedos, a cabeça, tudo. Começo a tomar analgésicos e antiinflamatórios. Para dormir, um tranqí¼ilizante.

 

                      Madrugada seguinte estou acordada desde muito cedo com meu próprio diagnóstico: gripe. Hoje começa a fase da espirradeira. Passo a maior parte do dia espirrando e inicia a fase das águas. Escorrem o nariz e os olhos sem parar. Uso tanto lenço de papel que a pele sensí­vel ao redor dos olhos e narinas começa a arder e avermelhar. Ainda tento tocar o dia normalmente. í‰ segunda feira, dia de trabalho e de muita andança na cidade, porém no meio da tarde estou derreada. Volto prá casa e fico encolhida no sofá. Tudo dói. Tudo roda. Espirro e espirro. Estou cansada, muito cansada. Inquieta. Atordoada. Lá se vai outra noite mal dormida e nova manhã inicia com os mesmos sintomas. O dia vai arrastado e eu arrastada junto com ele. Nada mudou. Nada melhorou.

 

                      Quarta feira já estou convencida que é uma gripe muito séria, mas meu médico diz que é uma influenza comum. O nariz e os olhos estão com a pele verdadeiramente assada, quase impossí­vel de ser tocada para secar o aguaceiro que não para nunca. Sigo com fortes dores corporais, dor intensa na cabeça e na garganta. O dia seguinte é quase idêntico e juro que estou me esvaindo em lí­quidos aquosos. Intensifico os analgésicos. Fico cada vez mais encolhida e o dia é longo e chato. Na sexta a fase lí­quida começa a ser substituí­da pela fase mucosa e o ranho nesse iní­cio clarinho e fino escorre nariz abaixo, parece que quanto mais seco, mais aumenta. Devido aos remédios, estouram aftas na boca. E afta dói demais. í€ noite já são três a dificultar a ingestão de qualquer alimento. Vai outra noite mal dormida. A todo momento é preciso limpar o nariz e o sábado amanhece   sem sinais de melhora. Mais duas aftas dolorosas apareceram durante a noite. Chega o domingo e com ele a tosse. Inicialmente esparsa vai se tornando um inferno. Quando a gente tosse os músculos torácicos e abdominais se contraem e doem. Quanto mais tosse, mais dor. Esse quadro permanece por mais dois dias e, desespero, o ranho agora é mucoso, grosso, esverdeado, nojento. De onde sai isso tudo, meu Deus?   Já estou perdendo a conta dos dias e noites sofridos passados nesse vale de dores e sombrias perspectivas. Já se passaram dez dias…

 

Hoje, quinta feira, escrevo sobre essa doença que por tanto tempo assola o ser humano sem solução medicamentosa efetiva. Como diz a propaganda de analgésicos é tomar um remedinho e cama, repouso, proteção e aguardar que tudo aconteça no seu ritmo. Felizmente agora as aftas estão cedendo, apesar de continuar a irritação e as dores na garganta. O nariz já está mais seco e me alimento melhor. Estou decidida, quando curada farei a vacina para buscar evitar novas crises. Vacina, gente, vacina na gente porque o contágio é fácil e os sintomas dessa doença são muito, muito ruins. Isolamento para evitar que outras pessoas se infectem e repouso, muito repouso, o que é muito difí­cil para pessoas ativas.   E paciência, muita paciência! Paciência inclusive para ler essa crí´nica doente!

 


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