Há cinco anos não tiramos férias e agora nos damos o direito de sair para descansar da rotina estressante do dia a dia. Estarei de férias deixando esse texto pronto. Contemplo o pedido de muitos leitores que há tempo me assediam desejosos de um E-mail para contato. Aqui está ele: mhtgoncalves@hotmail.com. Aguardarei ansiosa as contribuiçíµes, opiniíµes, críticas, elogios (a gente também precisa disso), correçíµes, sugestíµes, aprovação ou desaprovação í quilo que penso, vivo e escrevo. Agradeço os contatos pessoais que os leitores tem feito durante as últimas semanas.
A Carta Aberta ao Prefeito repercutiu de forma intensa entre as pessoas que lêem A FOLHA. Recebi um bilhete muito objetivo dizendo que seria bom ter um canal de comunicação com o Prefeito. Fica aqui o recado. Um colega também escritor cumprimentou-me chamando-me de mulher coragem, pois muitos colegas gostariam de falar o que falei mas não tiveram coragem. Nem acho tudo isso, acredito apenas que precisamos dizer o que pensamos sobre as coisas que fazem a vida na cidade em que moramos. Nossa cidade é o nosso ninho. Como todo pássaro, precisamos construir o ninho e dele cuidar para que proporcione aconchego e conforto a nossa prole e a nós mesmos.
Participamos da audiência pública sobre a revitalização do Parque da Guarita a qual foi muito interessante. A Prefeitura, através de seus técnicos, elaborou um pré-projeto que foi apresentado ao público presente (que poderia ser mais numeroso) destacando pontos a serem contemplados na revitalização do Parque, até aqui bastante abandonado pela administração, agora municipalizada. Três pontos foram analisados, avaliados e reformulados pela opinião dos presentes í audiência.
O primeiro seria a substituição da terceira pista de acesso, a mais próxima do morro, hoje de concreto e muito danificada, por um deque (em Português é escrito assim) de madeira tratada exclusivo para pedestres, cadeirantes, atletas. Foi descartada a madeira devido í sua fragilidade, pois mesmo sendo de reflorestamento e tratada, tendo garantia de até dez anos pelos produtores, não foi considerada adequada. Ficou estabelecido um estudo de pavimentação tipo pista atlética, ou mesmo manter o concreto desde que preservado, corrigindo rachaduras e buracos. Cabe aos técnicos a próxima etapa.
A sugestão de construção de churrasqueiras foi descartada, pois fere a filosofia da existência e utilização do Parque. O mesmo ocorreu com a praça de brinquedos do espaço infantil, foi dito não ao play ground, e sim ao espaço o qual foi mantido, porém sob um novo olhar. Sugerimos a construção de um espaço para contação de histórias, narração poética das lendas que circulam através da tradição oral, um espaço gostoso, confortável, onde contadores de histórias treinados e com aptidão vocal adequada contariam nossas lendas criando um clima de magia e encantamento. Não tive tempo de sugerir a agregação de valores a esse espaço. Artesãos podem criar objetos significativos presentes nas lendas: a escova ou o pente da Sereia, o baú das moedas, o violão do índio da Lagoa e tantos outros souvenirs que passariam a significar algo para aqueles que ouvem as histórias. Assim se faz Turismo, através da magia e do encantamento criar fontes de renda para as populaçíµes locais. Haverá nova audiência pública para conclusão da análise do Projeto. Vamos comparecer, nossas opiniíµes são importantes.
Assim se faz comunidade.


