Vereadores querem saber mais sobre futuro da RECIVIDA

22 de abril de 2010

Após a municipalidade anunciar que a Central de reciclagem de lixo de Torres (Recivida) irá fechar por algum tempo (sem dar prazo para a reabertura), e jornais da região colocarem em pauta a questão com vários vieses editoriais, alguns vereadores de Torres se mostraram curiosos para saberem mais sobre o processo de fechamento, (mesmo que parcial) e pediram informaçíµes através de documentação oficial na sessão da Câmara realizada na última segunda-feira (19).    

O pedido de informaçíµes foi assinado em grupo e os edis usaram seus espaços na tribuna popular para darem seus pareceres sobre o processo, alguns se referindo inclusive ao histórico da instalação da recicladora inaugurada em 2004, ainda no Governo Milanez, mas fechada antes de operar, só aberta efetivamente em 2005, já no governo João Alberto.

   

Opiniíµes são divergentes

   O vereador George Rech disse que preferiria que fosse levada em conta o mais rápido possí­vel a total terceirização do processo, hoje feita somente para o serviço de recolhimento do lixo nas casas de Torres e para levar para Santa Catarina o lixo orgânico após passar pela reciclagem na RECIVIDA. Ele disse que não adiantaria, para ele, que a municipalidade insistisse na operação, já que já existem terceirizaçíµes funcionando e o custo para os cofres públicos de Torres para adaptar a RECIVIDA seriam altos.

Já o vereador Rogerinho defendeu a RECIVIDA e sua continuidade. Ele disse que, para ele, um dos processos mais modernos que existem na cidade se trata justamente da unidade de reciclagem local. Para o presidente da câmara, não houve boas gestíµes no local e a municipalidade deveria tentar o processo melhorando o gerenciamento da unidade e do processo.  

A vereadora Lú informou que já havia falado com o prefeito de Torres, principalmente sobre o futuro da associação de catadores, que emprega muitos torrenses e que sobrevive do trabalho feito no processo de reciclagem. Ela informou que o prefeito João Alberto disse que o problema são os prazos da Fepam e os recursos ( caros) para a solução,   e que iria fazer em breve uma reunião com a associação, antes do fechamento formal da unidade. Mesmo assim, a vereadora pediu para assinar o pedido de informaçíµes feito em grupo.  

Já o vereador Gimi deixou claro que o processo já havia, para ele e comprovadamente pelos históricos locais, nascido errado lá no governo Milanês. Para o vereador, que participou inclusive de uma CPI d Lixo í  época, o local tem se mostrado exemplo de desperdí­cio de dinheiro público, principalmente no processo de instalação realizado em 2004.  

Já o vereador Brocca, autor do pedido de providências, reclamou da, conforme ele incoerência do prefeito João Alberto sobre a RECIVIDA. Ele lembrou que o atual prefeito fez campanha em 2004 criticando a ação do antigo prefeito Milanês na implementação errada da usina e que estaria sendo incoerente, pois, em mais de 5 anos de trabalho não solucionou os problemas de lá, e só agora sugere fechar para adaptaçíµes.

 

   Prefeitura diz que está encaminhando soluçíµes

 para todos os problemas

   

Conforme informa a municipalidade oficialmente, o fechamento parcial da unidade de reciclagem de lixo de Torres se dará pela não renovação da licença de operação necessária por decisão da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental do RS). A entidade pede que sejam feitas obras locais, principalmente de impermeabilização do solo para não vazar chorume para o lençol freático, e outras adaptaçíµes ambientais e de manejo do lixo no local.  

 Conforme informa ainda a prefeitura, as obras devem indiciar em breve e está previsto ser feito na localidade a parte de separação do lixo seco captado na Coleta Seletiva implantada na cidade no ano de 2009.


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