Punir resolve?

30 de abril de 2010

O quadro hoje apresentado é que a infração de leis, ordens sociais e convençíµes em geral, têm como conseqí¼ência maciça a punição; ou como forma de coerção ou, meramente, para oferecer exemplos a outros que tenham o desejo de incorrer no mesmo delito, a fim de diminuir a atitude indesejada ou anular sua intenção. A coerção, que envolve processos comportamentais como punição , está muito presente na vida do ser humano, mesmo sem que ele a perceba .Mas a pergunta que não quer calar: punir de forma leve ou severa, levará ao resultado esperado? O indiví­duo aprenderá a lição, modificando o seu comportamento e o seu cotidiano? Evitará que cometa erros no futuro?    

As opiniíµes de estudiosos e profissionais são diversas. Alguns acreditam que a coerção é a melhor forma de resolver todos os problemas, que deve ser adotada em todas as áreas. Outros, porém,   são contra; por terem estudado o fení´meno e verificado que a punição pode ser apenas uma forma paliativa de resolver problema, pois os indiví­duos podem, de imediato, evitar emitir o comportamento já punido, o que não significa mudança permanente. Neste processo é possí­vel que o indiví­duo passe a buscar formas de evitar ser punido, como, por exemplo, passar a fazer escondido, assim, não sofrendo reprovação. Exemplo, a criança diz um palavrão, o pai ou a mãe repreendem ou dão uma palmada e a criança pára, momentaneamente, de falar palavríµes. O efeito imediato da punição pode fazer parecer que a palmada foi um procedimento bem sucedido; porém, o comportamento punido pode reaparecer em cenários seguros, longe dos pais. O indiví­duo deixa de realizar aquele ato em circunstâncias semelhantes, ou seja, na presença do punidor e fica í  espera de uma chance para fazer o mesmo numa circunstância na qual a probabilidade de ocorrência da conseqí¼ência indesejada (a punição) seja diminuí­da.    

Em suma, as pessoas de qualquer idade podem ter consciência de que determinada atitude é errada e, ainda assim, executá-la. í‰ claro que não se pode estabelecer uma sociedade, uma ordem, com preservação da integridade e direito dos cidadãos, se não existir uma forma de controle. O que se coloca em discussão é qual seria a melhor maneira de controle. O que se observa é que a coerção não muda o indiví­duo, apenas o obriga ou o ensina a diferenciar em que situaçíµes a ordem pode ser burlada. As mudanças ocorridas ao longo das geraçíµes, a modernidade,   e a mí­dia relatando a todo o momento que muitas pessoas cometem erros muito graves e que muitos, apesar de não agirem dentro da lei, conseguem status, prestí­gio, conforto e benesses confundem ainda mais a sociedade. O que pode ser feito para conseguir, eficazmente, mudar este quadro?

 í‰ necessário que a ética e o comportamento ético seja valorizado e recompensador. Ao ter atitudes corretas, e para respeitar os demais, dentro dos preceitos preconizados pelo bom senso, pelas leis e pela sociedade,   o ser acaba sendo reconhecido, pois o crime não compensa!
 


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