PIM-PLIM

30 de abril de 2010

                     

De Torres (RS) í  Chapada Diamantina (BA); í  Chapada dos Guimarães (MT); ao Jalapão (TO ?) o som = barulho é um só. Dezenas, centenas, milhares de televisores ligados na Rede Globo. Quilí´metros afora, em cada boteco, Posto de Combustí­vel, Hotel,   Banca de Beira de Estrada e, desgraça intragável, nos restaurantes. Nestes últimos ambientes, então,   não há a menor condição para que se desfrute daquelas zoeiras, agora penduradas nas paredes. Para adotar uma unidade de referência comparativa, imagine a Praça-da-Alimentação, do Xópi-Total de Porto Alegre na hora do almoço…

 Bem na hora em que toda a boiada esteja no cocho. Arrastar de cadeiras, choque das louças, entra-e-sai, e, acima de tudo, a gritaria. Em público o brasileiro não proseia, ele grita, na tentativa de superar a indefectí­vel poluição das TVs ligadas, uso e costume hoje arraigado ao longo das estradas.    Pontos pra Globo! Por sua abrangência em conduta social. Educação moral e cí­vica, tele-ensino. Excluí­da a música clássica. Incluí­da a pós-graduação em coça-bago e vadiagem dos últimos 10 anos. O BBB.   Afinal, ela é aquela que, í s folhas tantas, seu mentor “ Roberto Marinho “ mandou um peão (Pedro Bial) estampar , em negrito, no vestibular de sua biografia (dele, Roberto), que ele era um condenado ao êxito. Bota modéstia nisso! Trata-se de um empreendimento global, que vive hoje em Estado de Graça. Quase sem competidores. Acontece, que esta sua condenação ao êxito, vem sendo melada pela soberba do Erro de Halo. Isto se dá quando alguém   que é Mercúrio se arroja de Sol. Uma espécie de deslumbramento cegante, que abre caminho para a ruí­na. Só para lembrar. Quem viveu ficou na saudade   duma PAN-AM; duma PANAIR; duma VARIG = três glórias do transporte aéreo, vividas e morridas no   desastrado Século XX…

                              Nós, aqui no fim da linha, onde chega o sinal requintado de seus áudios e ví­deos, começamos a nos preocupar, com a agressão dos conteúdos. Basta chegar a noite para as novelas   despejarem uma torrente de vilanias, produto espontâneo do caldeirão carioca, onde a moral e os bons costumes há muito se perderam, em troca de clientes cativos.

 VOLTANDO í€ TITITI  

                A revista TITITI (O Mundo da TV em suas mãos), paradoxalmente, é editada pela Abril = aquela da arvorezinha. A mesma editora da VEJA, cuja, por sua vez,   auto- proclamada   porta-voz intransigente da moral e dos bons costumes, principalmente polí­ticos. Para gáudio (esta é antiga, mas de grande serventia) de seu universo consumidor, a ditadura das donas de casa, as tradicionais iscas semanais de capa, em parceria com a Globo, claro:          grlacerd@terra.com.br  


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