De Torres (RS) í Chapada Diamantina (BA); í Chapada dos Guimarães (MT); ao Jalapão (TO ?) o som = barulho é um só. Dezenas, centenas, milhares de televisores ligados na Rede Globo. Quilí´metros afora, em cada boteco, Posto de Combustível, Hotel, Banca de Beira de Estrada e, desgraça intragável, nos restaurantes. Nestes últimos ambientes, então, não há a menor condição para que se desfrute daquelas zoeiras, agora penduradas nas paredes. Para adotar uma unidade de referência comparativa, imagine a Praça-da-Alimentação, do Xópi-Total de Porto Alegre na hora do almoço…
Bem na hora em que toda a boiada esteja no cocho. Arrastar de cadeiras, choque das louças, entra-e-sai, e, acima de tudo, a gritaria. Em público o brasileiro não proseia, ele grita, na tentativa de superar a indefectível poluição das TVs ligadas, uso e costume hoje arraigado ao longo das estradas. Pontos pra Globo! Por sua abrangência em conduta social. Educação moral e cívica, tele-ensino. Excluída a música clássica. Incluída a pós-graduação em coça-bago e vadiagem dos últimos 10 anos. O BBB. Afinal, ela é aquela que, í s folhas tantas, seu mentor “ Roberto Marinho “ mandou um peão (Pedro Bial) estampar , em negrito, no vestibular de sua biografia (dele, Roberto), que ele era um condenado ao êxito. Bota modéstia nisso! Trata-se de um empreendimento global, que vive hoje em Estado de Graça. Quase sem competidores. Acontece, que esta sua condenação ao êxito, vem sendo melada pela soberba do Erro de Halo. Isto se dá quando alguém que é Mercúrio se arroja de Sol. Uma espécie de deslumbramento cegante, que abre caminho para a ruína. Só para lembrar. Quem viveu ficou na saudade duma PAN-AM; duma PANAIR; duma VARIG = três glórias do transporte aéreo, vividas e morridas no desastrado Século XX…
Nós, aqui no fim da linha, onde chega o sinal requintado de seus áudios e vídeos, começamos a nos preocupar, com a agressão dos conteúdos. Basta chegar a noite para as novelas despejarem uma torrente de vilanias, produto espontâneo do caldeirão carioca, onde a moral e os bons costumes há muito se perderam, em troca de clientes cativos.
VOLTANDO í€ TITITI
A revista TITITI (O Mundo da TV em suas mãos), paradoxalmente, é editada pela Abril = aquela da arvorezinha. A mesma editora da VEJA, cuja, por sua vez, auto- proclamada porta-voz intransigente da moral e dos bons costumes, principalmente políticos. Para gáudio (esta é antiga, mas de grande serventia) de seu universo consumidor, a ditadura das donas de casa, as tradicionais iscas semanais de capa, em parceria com a Globo, claro: grlacerd@terra.com.br


