OPINIíO – Um peso, duas medidas…
3 de setembro de 2010
Um peso, duas medidas…
A Polícia Federal cumpre mandado de prisão de várias pessoas supostamente envolvidas em fraude no Banrisul. Agências de publicidade, funcionários do banco e mais de dez pessoas serão citadas em breve pela manobra maldosa. Tudo isto foi divulgado pela imprensa de massa no RS, mesmo que as autoridades digam que o processo ainda está em segredo de justiça.
Lá em São Paulo, foi descoberta a quebra do sigilo bancário de membros da cúpula do PSDB. Até agora a Polícia Federa e o Ministério Público Federal não deram sequer sinal de entrar na jogada, embora o jogo possa estar valendo a Presidência do Brasil, pois ninguém é ingênuo a ponto de não imaginar que foi alguém ligado ao PT que estria por trás disto. O Ministério do governo que chefia a Receita Federal sequer dá sua versão, mas aqui a mídia quer falar com a GOVERNADORA. A candidata do PT jura de pé junto que seu partido não tem nada a ver com o problema. Acha que deve ser alguém do PSDB, talvez…
E o mais curioso de tudo isto é que a Polícia Federal está ligada diretamente ao atual governo, que é do PT. Na manobra da quebra de sigilo, a imagem do PT não se desgasta, as instituiçíµes são imaculadas e tudo fica assim… Mas na manobra aqui do Sul a Polícia Federal e o MP de contas (que recebem seus salários do governo do PT) fazem escarcéu de tudo. E casualmente a briga por aqui é entre o PMDB e o PT. Imaginem os senhores leitores o que quiseram… eu já imaginei…
PT, de relho, melhor de marketing
As campanhas do PT no Brasil e no RS estão estratosfericamente mais bem produzidas que todas as outras. Para quem acredita que a população vota na propaganda mais bonita, acerta quem credita isto í competente linha de todo o MKT do partido. Para quem não acredita, o recado é que o trabalho dos oponentes poderia ser um pouquinho melhor. Mesmo com menos dinheiro, dá para se produzir materiais melhores e ter linhas de ação mais coerentes nas plataformas de MKT.
Feira da política
De dois em dois anos a Feira do Livro de Torres se transforma, dentre suas notáveis e saudáveis funçíµes de promover a leitura e a arte como um todo, em um espaço de campanha eleitoral. Em 2008, foi palco de posicionamentos de candidatos para a cadeira de prefeito e vereadores de todos os partidos que concorriam; e neste ano deve ser palco de protagonistas de postulantes de cadeiras na Assembléia gaúcha e, em menores casos, para o Congresso Nacional, para deputados e senadores. Nada melhor do que pegar milhares de pessoas em um mesmo lugar, pessoas estas que muitas delas estão mexendo com o lado sentimental de suas vidas ao apreciarem obras literárias, e se fazer campanha, que trata (ou deveria tratar) de uma das principais artes: a de conquistar eleitores por um ideal, seja lá qual for…
Trata-se de um ambiente saudável para pensarmos em quem e em que plano de governo que iremos apostar; se em planos de Estado grande e inchado como o atual, ou se em planos de diminuição do tamanho da importância do Estado e do natural desafogamento de nossas obrigaçíµes e… de nossos bolsos.
E o Turismo?
A única pessoa nesta campanha que falou sobre Turismo aqui em Torres foi a candidata torrense Nílvia. E ainda é suspeita porque é daqui e nada seria esperado em contrário. Mas onde estão as plataformas para o Turismo do Litoral Norte para os governos de Tarso, de Fogaça e de Yeda? Até agora não houve manifestaçíµes, pelo menos públicas.
Tarso na primeira vinda aqui chegou a confundir Turismo com Veranismo, dizendo que ele próprio preferia ir para Capão por ser mais próximo, e que esta opção teria que ser respeitada pelos torrenses. Yeda já mostrou que trabalha co proficiência em tudo, mas no Turismo deixou a desejar, pois a pasta sequer encaminhou uma proposta formal de o Litoral Norte se tornar, por exemplo, Pólo Atrativo para o Ministério do Turismo, e consequentemente receberem verbas e projetos públicos feitos somente para ˜pólos. O candidato Fogaça também não falou em Turismo. Falou com ênfase em Regionalização dos Orçamentos, o que pode representar ao menos um sinal, mas não tocou no tema Turismo, com T maiúsculo.
Precisamos nos dar conta que nossa economia sobrevive do Turismo e do Veranismo. Políticas públicas para recebermos mais infraestrutura e verbas de divulgação nesta área são vitais para nosso futuro.
E o Turismo 2
Uma boa notícia é que Torres, se quiser, recebe uma sub-sede da Copa. í‰ que ficou claro que as cidades devem ter no mínimo um hotel 4 ou 5 estrelas, e somente Torres os possui. Para nós, basta construirmos um centro de treinamento, obra que poderá servir no futuro para projetos de inclusão social. Vamos lá
E o Turismo 3
Em A FOLHA desta edição está publicada uma matéria que estampa a vantagem de Santa Catarina perante o Ministério do Turismo se comparada com o RS. Um roteiro foi feito para ser realizado um Fantur com agências de viagens e autoridades dos Ministérios incluindo o litoral e sua ligação com os Cânions gaúchos e catarinenses. Mas o litoral do RS sequer foi citado… A cidade de Florianópolis entra formalmente no roteiro; outras cidades do sul catarinenses, próximas ao litoral, também, mas Torres e a ligação da Rota do Sol com os aparatos da Serra, lugar final dos Cânions, sequer são citadas.
Mais uma vez se torna obrigatória obsessão de todos os homens públicos, locais, estaduais e federais, ligados ao poder da política, que incluam o Litoral norte, ou ao menos Torres, como parte da chamada região Pólo de Turismo. Atualmente no RS, somente a Capital e a Serra estão nelas. Muito tema de casa para cobrarmos dos candidatos nas campanhas, tanto os daqui quanto os de fora!
Buracos… com buracos…
Não agí¼ento mais receber e-mails de pessoas xingando a administração municipal pelos buracos que tem na cidade. As reclamaçíµes têm fundamento, mas parcial, pois a prefeitura está arrumando, aos poucos, é certo, mas está arrumando…
Em primeiro lugar eu não sou o prefeito; em segundo lugar as pessoas devem ler A FOLHA, porque tudo que questionam já foi dito no jornal. O próprio prefeito já assumiu publicamente no ano passado que ficava triste em ver buracos pelas ruas, mas que as coisas deveriam andar no ritmo da burocracia pública, lembrou também que a prefeitura estava gastando muito em contrapartidas, justamente para melhorar as vias, coisa que está prevista no Plano de governo de João Alberto.
Ideologias são diferentes, e sempre é saudável a reclamação, mas que vão reclamar com o prefeito ou com vereadores de suas ideologias. A FOLHA cobre sempre os posicionamentos dos mesmos e buracos, o Ginásio, as obras da Guarita, que parecem que são de duração infinita, dentre outras, já foram temas de várias matérias neste jornal. Eu confio que o prefeito cumpra tudo que disse. Se não cumprir mesmo, o jornal publicará o erro, que cobrem de A FOLHA, mas não genericamente.


