Projeto de Lei em Torres feito para combater discriminação contra Autistas

Silvano Borja redigiu o PL com obetivo de proteger pessoas e famiiares de atos que podem ter consequências devastadoras para quem é vítima

3 de junho de 2023

 

Está tramitando na Câmara Municipal de Torres o Projeto de Lei (PL), de autoria do vereador Silvano Borja (PDT), que dispõe sobre as sanções administrativas a serem aplicadas às práticas de discriminação cometidas por pessoas físicas, pessoas jurídicas e agentes públicos contra pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) dentro do município de Torres.

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Pelo Projeto de lei, “é vedada, qualquer forma de discriminação em razão de pessoas com Transtorno do Espetro Autista (TEA). E Toda e qualquer manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra pessoa com este transtorno será punida nos termos da Lei”.

Combater a pratica de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidaria ou vexatória; proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado de pessoas que praticam tal discriminação; praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei; preterir, sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou similares, dentre outras, são medidas previstas no PL para proteger os portadores de TEA e seus familiares.

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Ajudar na cultura da empatia

Na justificativa para a confecção do projeto de lei, o autor defende que a Lei servirá para estabelecer mecanismos contra toda e qualquer forma de discriminação cometida contra este transtorno em Torres.  A base de seu texto é na lei n° 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política no âmbito nacional.

O vereador reclama que as pessoas com o TEA enfrentam rotineiramente atos discriminatórios que se manifestam de diferentes formas, em atitudes disfarçadas ou explícitas, que podem ocorrer na escola, na rua, no restaurante, no trabalho… E que muitas vezes têm consequências devastadoras para quem é vítima. Listou atos factuais como, usar expressões pejorativas ou excluir os autistas de determinados grupos sociais ou ambientes, por exemplo, como formas de defender a proposta legislativa.

Silvano explica que não é saudável generalizar e concluir que toda pessoa com TEA é igual. Ele lembra que existem diferentes graus de autismo e que, por isso, a experiência e o desenvolvimento da pessoa com o TEA variam: cada indivíduo tem suas particularidades. Por isso o PL, que afinal busca organizar e informar mais sobre as corretas atitudes das pessoas em geral para situações com todos os tipos de autistas, aumentando consequentemente a possibilidade de haver uma cultura de empatia.

 

 

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Publicado em: Política






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