Câncer de mama em cadelas

Essa condição afeta principalmente fêmeas que não são castradas. Quanto antes a enfermidade for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de cura e a expectativa de vida. Portanto, todo cuidado é necessário. Acompanhe a leitura e saiba mais.

12 de agosto de 2025

Infelizmente, o câncer de mama em cadelas é um dos tumores mais comuns nas fêmeas da espécie. Quando ele acontece, a preocupação é grande, afinal, a doença é grave e pode se alastrar.

Essa condição afeta principalmente fêmeas que não são castradas. Quanto antes a enfermidade for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de cura e a expectativa de vida. Portanto, todo cuidado é necessário. Acompanhe a leitura e saiba mais.

 

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O câncer de mama em cachorro pode acontecer por diversas causas, como genética e condições nutricionais e ambientais. Porém, ele acontece principalmente pela exposição prolongada aos hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona.

A idade avançada, a obesidade e o uso de anticoncepcionais sem a devida prescrição de um médico-veterinário também aumentam, e muito, o risco de desenvolvimento do câncer de mama em cadelas.

Os sintomas ficam mais evidentes conforme a neoplasia mamária em cadelas avança. No início, são quase imperceptíveis, pois o nódulo característico da enfermidade só é visível quando atinge alguns centímetros.

Por isso é tão importante realizar o exame das mamas nas cachorras. Se o animal ainda cicla (não é castrado), aguarde as mamas desincharem para fazer um exame mais assertivo.

Apalpe todas as mamas com leveza e sem pressa. Sinta todos os tecidos: eles devem ser macios e, dependendo de quantas vezes a cachorra já entrou no cio, podem parecer um sagu. Eles só não devem estar duros ou irregulares. Caso note a presença de nódulos duros ou de pequenos grãos (como os de areia ou arroz), procure o veterinário.

Nos casos mais avançados de câncer de mama em cadelas, o responsável pode notar caroços ou nódulos evidentes e firmes, que podem estar localizados tanto nos mamilos quanto nas adjacências deles.

A mama afetada pode estar inchada, avermelhada e dolorida. Pode ser que uma secreção amarelada ou sanguinolenta, com ou sem odor, saia pelos mamilos, principalmente quando a cachorra se deita.

A pele da região com câncer pode ficar arroxeada ou mais escura. A textura também pode mudar, passando de lisa a irregular. A área fica muito sensível, sangrando facilmente. Com o avançar da neoplasia, a cachorra fica prostrada, passa mais tempo deitada, perde o apetite e pode ter episódios de febre.

O caso de metástase mais comum em câncer de mama é a disseminação da doença para os pulmões. O animal pode apresentar dificuldade em respirar, língua roxa e desmaios. Outro local recorrente é o cérebro, o que faz a cadela ter convulsões e alterações de comportamento.

O diagnóstico do câncer de mama em cadelas é feito principalmente pelo aspecto visual e físico, quando o veterinário detecta a massa na mama. Feito isso, o profissional irá solicitar exames complementares, como citologia ou biópsia.

O raio X e o ultrassom abdominal ajudam na pesquisa das metástases no cachorro com câncer de mama. A citologia ou a biópsia do nódulo são enviadas para a análise histopatológica do tumor. Já os exames de sangue definem o estado de saúde geral da cachorra.

O tratamento do tumor mamário em cadelas é feito de acordo com o tipo e o estágio do tumor e a condição de saúde do animal. A cirurgia é o tratamento escolhido na maioria dos casos. O veterinário irá optar entre a retirada do nódulo, quando possível, ou de toda a cadeia mamária afetada, conforme o acometimento e a gravidade.

Depois da cirurgia, a quimioterapia pode ser indicada para tumores malignos com maior chance de metástase. A radioterapia também é possível em alguns casos, a critério do profissional responsável. Por fim, alguns pacientes podem ter indicação de eletroquimioterapia durante a intervenção cirúrgica, garantindo mais segurança na remoção de toda a área afetada.

 

IMPORTÂNCIA DA CASTRAÇÃO

Não há como pensar em prevenção do câncer de mama em cadelas sem citar a castração. Os estudos nesse quesito são bem consolidados. Assim, há um consenso entre os pesquisadores e veterinários de que ela é imprescindível para evitar a doença.

Os dados comprovam que cadelas castradas têm muito menos chances de desenvolver a doença, já que um dos principais fatores que levam ao câncer de mama é a alteração hormonal ao longo dos ciclos, que deixa de acontecer após a castração. Porém, o momento certo para realizar o procedimento deve ser discutido com o médico-veterinário.

Hoje, outro consenso na medicina-veterinária é que não se deve fazer uso dos anticoncepcionais hormonais para pets sem prescrição veterinária.

Isso porque a venda e o uso indiscriminados aumentaram os casos de tumor na mama do cachorro, entre outras doenças. Isso é ainda mais evidente nas gatas, que podem ter o câncer logo após a primeira aplicação do produto.

Outra forma de prevenção é o controle do peso da fêmea, pois a obesidade é um fator de risco para esse câncer. As visitas periódicas ao veterinário também são essenciais para a detecção precoce de nódulos pequenos nas mamas.

É muito importante manter o acompanhamento veterinário para diagnosticar e tratar o câncer de mama em cadelas, além de manter o bem-estar geral dos animais.

 

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