Em seu espaço de tribuna, na sessão da Câmara de Torres da última segunda-feira (11/8), o vereador Rafael Silveira (PSDB) se referiu à situação do sistema de Saúde Pública de Torres como se estivesse “em uma grave crise”, afirmando a seguir que “o município está na UTI”. Segundo seu depoimento, um repasse de R$ 3 milhões ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (HNSN) – aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde (e assinado pela Sec. Municipal de Saúde) ainda em janeiro – segue sem ser repassado pela Prefeitura, “mesmo com a instituição enfrentando déficit mensal de R$ 1,7 milhão”, como lembrou Rafael.
Rafael relembrou que o valor foi garantido após a devolução de quase R$ 4 milhões do Legislativo torrense ao Executivo, exatamente durante sua gestão de presidente em 2024. Também em sua fala, o vereador afirmou que, no mês passado, conseguiu intermediar R$ 1 milhão em emenda parlamentar para o hospital através do Deputado Federal Daniel Trzeciak.
A seguir o vereador criticou a secretária de Saúde de Torres, Neusa Maria Machado Oriques, e o que diagnosticou como “falta de gestão” a frente da pasta.
Vereador defende secretária que está a frente da pasta
Na sequência, o vereador Rogerinho Evaldt (PP) concordou com a necessidade do Hospital de Torres receber dinheiro da Saúde, conforme tinha clamado seu colega Rafael Silveira. Mas – mesmo teoricamente sendo da oposição – discordou quanto a culpabilidade repassada à secretária Neusa Oriques. Rogerinho defendeu que a secretária “é uma pessoa formada e que toma decisões com cautela” em um sistema que sempre teve problemas, inclusive no governo do seu partido (PP – que geriu Torres entre 2017 e 2024, com Carlos Souza como prefeito). Também lembrou que a antiga secretária (governo Carlos) foi demitida e depois voltou, o que seria uma prova do quanto o sistema de trabalho em Saúde é complicado “como sempre”.
Rogerinho ainda afirmou que a atual secretária (governo Delci) herdou muitos passivos do governo anterior – citando os carros da Saúde (tema de reclames) que estão parados por burocracia e que são frutos do trabalho pretérito da pasta. Governo passado este que, também segundo o vereador, teria parte de culpa por ter deixado muito tempo a frota sem programa de manutenção ou renovação (troca de carros antigos por novos).
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