Governo de Torres consegue aprovar projeto para reparação de erro na elaboração da LOA 2025

Na Câmara torrense (foto), somente os vereadores Gimi Vidal (PP), Carla Daitx (PP), Cláudio Freitas (Rep) e Zé Milanez (PL) votaram contra o aumento da margem de manobra – que passou de 15% para 25%

FOTO - Fachada da Câmara dos Vereadores de Torres
5 de setembro de 2025

Na sessão da Câmara de Vereadores de Torres realizada na segunda-feira (1º de setembro), foi aprovado – pelo escore de 8 votos a favor e quatro votos contra – um Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo (Prefeitura). Este altera dispositivos da Lei nº 5.531, de 02 de janeiro 2025, que Estima a Receita e fixa a Despesa do Município de Torres para o Exercício Financeiro de 2025.

Foi somente um artigo – mas que na prática muda a ‘margem de manobra’ da Prefeitura no orçamento de 2025, colocando em 25% o limite de troca das despesas que não precisam passar pela câmara Municipal (enquanto no ano anterior o máximo era de 15%).

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O vereador Gimi Vidal (PP), em nome da oposição, chamou a atenção para o tema e, principalmente, pela falta de transparência na chamada do projeto de lei, que poderia deixar desapercebida a mudança. O parlamentar, no entanto, reconhece que este percentual alto já foi utilizado em vários governos anteriores e que os vereadores, na maioria das vezes, votaram a favor dos aumentos desta margem de manobra em Torres.

 

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Esquecimento da municipalidade ‘remediado’

O presidente da Câmara, Igor Beretta (MDB), na mesma discussão lembrou que o percentual já havia sido votado em dezembro do ano passado, inclusive pela formação da Câmara anterior (incluindo Gimi), onde tinham mais vereadores do PP do que do MDB. E que a matéria só veio à tona porque os técnicos da prefeitura esqueceram de “mudar a mudança” aprovada na Câmara do percentual na LOA, e agora querem formalizar o que foi aprovado pelo parlamento municipal.

O percentual é alto e transforma a exigência da oposição – do cumprimento dos valores suplementados no Orçamento – em uma espécie de ‘peça de ficção’. Isso porque o governo pode retirar verba de uma secretaria e colocar noutra na maioria das vezes, sem ter de obter autorização parlamentar, com este percentual de 25% do orçamento. E a autorização parlamentar para suplementação financeira acaba ficando, no geral, em temas sem  teóricas discórdias – como valores para completar recursos de verbas federais para projetos e programas, por exemplo.

Mas votaram contra quatro vereadores: Gimi (PP) Carla (PP), Cláudio Freitas (Rep) e Zé Milanez (PL), sinalizando de certa forma a força da oposição na Casa Legislativa.

 

 

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Publicado em: Política






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