O projeto Circo de Umbigo nasceu em 2022, com a proposta de difundir e democratizar o acesso às artes circenses através de oficinas para crianças e adolescentes, formações para educadores e apresentações do espetáculo. Com enfoque na comunidade escolar da rede pública de ensino e pessoas em situação de vulnerabilidade social, o projeto tem contemplado estudantes, familiares e educadores dessas instituições.
Em 2022 e 2023, o Circo de Umbigo já circulou por diferentes escolas na cidade de Santa Maria – RS, com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura Municipal de Santa Maria – RS. Já em 2024, com recursos da Lei Paulo Gustavo Estadual do Rio Grande do Sul, chegou na sua terceira edição.
E agora, com financiamento da Lei Aldir Blanc estadual do Rio Grande do Sul, o projeto terá nova circulação nesse ano de 2025: em setembro, o Circo de Umbigo irá passar pelas cidades de Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria…. e também em Torres! Em terras torrenses, no dia 17 de setembro – a partir das 13h30 – haverá a Oficina “Brincadeiras de Circo” na APAE Torres; enquanto no dia 18/09 (nos períodos da manhã e tarde) estão previstas apresentações do Circo de Umbigo e Oficina “Bambolê e Educação Menstrual“ na Escola José Quartiero.
“Atendendo estudantes de escolas públicas, projetos sociais e APAEs, essas ações buscam a construção de diálogos mais horizontais entre crianças, adolescentes e adultos, tendo a arte como caminho para o autoconhecimento, expressão de si e comunicação com o entorno”, ressaltam os organizadores.
Sobre o Espetáculo Circo de Umbigo

Com classificação etária livre, e duração de 50min, o espetáculo Circo de Umbigo é inspirado pelos circos de lona e tem o formato clássico de “variété”, com números circenses variados que transitam pela palhaçaria, malabares, roda cyr, música e bambolês.
“Por meio do humor e do encanto do universo circense, o espetáculo toca questões sociais relacionadas à diversidade, empatia e gênero de forma leve e sensível, retomando alguns dos temas e vivências construídos ao longo do período das oficinas, como a questão tabu menstrual, por exemplo, que é abordada de forma sutil e cômica”, ressaltam os organizadores.
Oficina “Bambolê e Educação Menstrual” Ministrada por Camila Matzenauer – tendo como Público-alvo estudantes de 12 a 14 anos. Uma ação formativa que visa construir narrativas positivas e emancipadoras sobre a menstruação, trazendo conteúdos adequados para a faixa etária em questão. Os elementos circenses são usados como metáfora para os ciclos corporais. A oficina visa contribuir para construção da autoestima e autoconfiança das meninas e pessoas menstruantes, compartilhando ferramentas de autoconhecimento, que colaborem para promover um olhar mais amoroso e consciente sobre seus próprios corpos; bem como conscientizar os meninos e combater bullying menstrual e comentários depreciativos a respeito da menstruação.
Oficina “Brincadeiras de Circo” – Ministrada por Natália Dolwitsch. Público-alvo: crianças de 6 a 8 anos e alunos da APAE. A sensibilidade e o lúdico são palavras-chave para essa atividade que promove a experimentação de variados elementos circenses, tais como bambolês, malabares, pés de lata, rola rola e tecidos. O objetivo desta oficina não é o ensino das técnicas em si, mas o aprendizado através da brincadeira. Essa atividade será adaptada para duas APAEs, focando na sensorialidade e experimentação desses elementos, adequando-se às necessidades e possibilidades dos participantes.
Oficina “Comicidade e Palhaçaria para um Mundo Melhor” – Ministrada por Tiago Teles. Público-alvo: estudantes de 10 a 12 anos. Essa ação formativa pretende, a partir das técnicas de palhaçaria, reconhecer e discutir comportamentos socioculturais atuais. Partindo de exercícios, brincadeiras e técnicas clássicas da arte do palhaço, a oficina propõe criar um espaço lúdico e divertido, utilizando os elementos da palhaçaria. A proposta pretende desenvolver exercícios de desinibição, comunicação e jogo, e explorar através das brincadeiras e atividades da oficina.
Oficina de “Danças Urbanas” Ministrada por Rafaella Ferrão – Público-alvo: estudantes de 10 a 12 anos. As danças urbanas têm um enfoque especial na relação do corpo com a musicalidade. Nas aulas, as crianças aprendem diferentes bases e passos de dança, desenvolvendo a memória através de sequências coreográficas. O trabalho em grupo também é muito característico dessa modalidade artística, marcada pelo senso de coletividade e incentivo mútuo.






