OPINIÃO – Trump TAXA BRASIL como taxa TODO O PLANETA

Coluna de Fausto Jr - Jornal A FOLHA - Torres - RS - Brasil

23 de setembro de 2025
Fausto Junior

Narrativas afirmam que “o Brasil está sendo taxado pelos EUA por conta da coerção pretendida pelo presidente de lá, Donald Trump, em liberar o presidente Bolsonaro”… em minha opinião, este é ingenuamente utilizado pelos dois lados da briga ideológica brasileira. Ingenuamente porque, simplesmente, uma nação como os Estados Unidos da América não iria colocar sua Economia em risco para proteger um país, muito menos um ex-presidente, muito menos um ex-presidente do Brasil. Donald Trump coloca esta variável na mesa de negociação porque não muda muito nada para ele (nem para os EUA) colocar o fator político junto com o fator econômico em jogo. E ganha um apoiador futuro como ganhou para ser reeleito: Bolsonaro.
Penso que os EUA estão tentando levar, de volta para dentro do país, o capital investido pelos próprios americanos fora da economia local. Fez isto com a maioria dos países que foram colocados como “em desenvolvimento” – e fez isto inclusive com nações de 1º mundo, como as europeias.
O comportamento do STF e os órgãos – diagnosticados pelo governo Trump como perseguidores da caminhada política do ex-presidente Bolsonaro – está pautando medidas de retaliação direta das relações diplomáticas e políticas entre eles e o Brasil, por conta dos processos brasileiros “do fim do mundo” (Fake News nas eleições) e o do suposto plano de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
As taxas são outra frente de batalha, onde o Brasil é mais um dos vários países que terão que ajustar com o tempo os subsídios dados a segmentos econômicos, que são considerados prejudiciais na relação comercial com os americanos. Os subsídios que o governo brasileiro dá a agricultura e a alguns segmentos industriais e de serviço para que estes sejam competitivos no mercado internacional (principalmente dos EUA), sem haver sacrifícios dos governos brasileiros nas alíquotas de tributos (que seguem altos), por exemplo, são ponderados pelos profissionais da equipe econômica daquele país – e entregue de bandeja para o negociador Trump colocá-las na mesa de negociações, antes de distribuir as cartas dos pacotes tarifários. E o mundo tem assistido a atitude da maioria em buscar de negociar, com os americanos, para mudar e baixar as taxas em nome de medidas internas (como, por exemplo, a baixa de subsídios dentro do Brasil para a competitividade das empresas). O Brasil deveria ir neste rumo também.
Não existe almoço grátis. Um dia vem a conta.




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