APAE de Torres segue buscando Fonoaudióloga e Terapeuta Ocupacional para atuação junto a entidade

Após conseguir equilibrar finanças por repasses da Câmara Municipal através da prefeitura, entidade não consegue resolver filas de atendimento por falta de profissionais

FOTO DE ARQUIVO - Fachada da APAE de Torres
26 de setembro de 2025

Desde o final do mês maio de 2025, está conveniado o repasse de R$ 60 mil por mês da municipalidade (Prefeitura de Torres) para a APAE Torres. Com a oficialização do convênio, houve a   autorização  (inclusive por parte do Legislativo municipal) para que a prefeitura pudesse  repassar este valor mensal –  oriundo da  Câmara Municipal (baseado em adiantamento de sobras no orçamento do poder legislativo).

O objetivo era que a entidade pudesse, além de pagar o déficit financeiro que incorria, também contratar mais   fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais – para atender a fila de atendimentos a pessoas com deficiência (PcD), demanda que aumentou em Torres nos últimos tempos – por várias causas e que não estava podendo ser atendida pela entidade sem ajuda financeira, ajuda esta pedida pela diretoria, por usuários (e familiares)  da APAE.

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Neste final do mês de setembro – quase 3 meses após oficializado o convênio – pais de crianças que estão nas filas da APAE – para serem atendidas em demandas de fonoaudiologia ou de Terapia Ocupacional – continuam esperando por abertura de vagas.

Conforme relatos em grupos de whatsapp, alguns pais dizem que a APAE responde com a afirmativa que “não estão conseguindo contratar profissionais para as vagas, por estas serem de campos profissionais que não possuem muita oferta de trabalho na região do Litoral Norte”.

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Conversa com a diretora da APAE de Torres

O jornal A FOLHA Torres conversou com a diretora da APAE de Torres, Inajara Daitx, na segunda-feira (22) sobre esta questão, sendo que recebeu as seguintes respostas:

 

1 – Que realmente  não está sendo possível ainda a contratação de profissionais, principalmente de Fonoaudiologia. Já foram feitas várias tentativas no mercado; inclusive já foi contatado diretamente com o Conselho da categoria (no RS e em SC) para pedir ajuda; mesmo com as vagas amplamente anunciadas em redes sociais, ainda não houve resultado. “Eles não optam por trabalhar na APAE porque têm seus horários preenchidos em atendimentos privados, o que também pode gerar muito mais resultado financeiro para os profissionais, além de falta de horário atualmente” explica a diretora para A FOLHA.

2 – Isto não está sendo problema somente da APAE de Torres: Trata-se de recorrência na maioria das APAEs do RS, que também passam pelas mesmas dificuldades, conforme Inajara.

3 – A diretora da entidade torrense também solicita que, se possível, os próprios pais dos alunos (na fila por atendimentos) informem sobre algum profissional da área disposto a assumir o trabalho de 20 horas semanais na APAE, se por acaso puderem indicar pessoas qualificadas para estas contratações.

4 – Sobre os R$ 60 mil mensais – que estão sendo repassados para a área de Saúde da entidade pela prefeitura – Inajara adianta que eles estão sendo utilizados da seguinte forma: R$ 40 mil mensais para suprir o pagamento dos atuais profissionais já contratados. E os outros R$ 20 mil mensais estão sendo separados, para serem utilizados somente quando ocorrer contratação de novos profissionais das especialidades demandadas (tudo conforme foi informando quando do pedido de ajuda da entidade, lá em maio).

4 – No final do ano, caso a APAE não tenha conseguido contratar fonoaudiólogo e Terapeuta Ocupacional, para abrir mais vagas de atendimentos aos torrenses, os recursos serão totalmente devolvidos à prefeitura.

5 – Inajara pretende que o convênio – com apoio financeiro da municipalidade – continue sendo feito em prol da entidade, pois a APAE entende que este formato é o mais eficiente para atender os tratamentos (sociais e de saúde) demandados pelas famílias às crianças com deficiência.

6 – A APAE mantém sua filosofia de pagar salários aos profissionais de forma equânime. Por isso, a possibilidade de ofertar salários maiores pela entidade estaria fora de questão, inclusive para atender ao aconselhamento da federação das APAEs do Brasil sobre esta equidade salarial, para evitar futuros passivos trabalhistas.

7 – Sobre a possibilidade de contratar estagiários, a APAE afirma que a legislação não permite que os profissionais que atendem estes tipos de demandas nas Apaes sejam estagiários sem formação. Além disto, Inajara informa que existem poucos cursos de formação nestas áreas ainda nas faculdades do RS, o que corrobora mais ainda para explicar a diferença entre oferta de emprego e procura profissional.

 

CONTRATA- SE!

Atualmente existem vagas de fonoaudiologia, para trabalhar 20 horas semanais (meio turno) com salário bruto de R$ 3.650,53, que perfaz o salário líquido (após desconto de imposto) de R$ 3.272,21; e vaga de Terapeuta Ocupacional, com o mesmo salário bruto de  R$ 3.650,53, e líquido de R$ 3.272,21.

O contrato é totalmente formalizado pela Consolidação das Leis do Trabalho do Brasil (CLT), com todos os direitos da lei brasileira.

 

*editado por Guile Rocha

 

 

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Publicado em: Geral






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