A Justiça determinou o bloqueio de R$ 120 milhões de um grupo criminoso suspeito de montar um esquema de lavagem de dinheiro obtido com crimes no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro era resultado do comércio de drogas e era usado para a aquisição de imóveis, bem como de veículos.
Nesta quinta-feira (16), são cumpridas 204 medidas cautelares durante operação policial. No total, 50 pessoas foram presas, sendo 24 que já estavam dentro de casas prisionais cumprindo penas por outros crimes.
Além disso, 33 ordens de busca e apreensão são cumpridas em 13 cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina: Novo Hamburgo, Campo Bom, Três Coroas, Lajeado, Gravataí, Alvorada, Torres, Esteio, Canoas, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Portão e Montenegro, no RS. Já em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em Florianópolis
Além dos mandados de busca e apreensão, são cumpridos 68 mandados de prisão preventiva, 74 bloqueios de contas bancárias, seis sequestros de imóveis e apreensão de 23 veículos. O total de bens soma cerca de R$ 2 milhões, conforme estimativa da polícia.
“As movimentações no sistema bancário eram mediante dissimulações estruturadas, pulverizações, smurfings, fracionamentos, triangulações, uso de contas de idosos, contas de passagem (depósitos e saques rápidos), uso de casas lotéricas”, explicam os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Liedtke.
Conforme a investigação policial, o dinheiro circulava entre membros do grupo criminoso que atuavam como chefes, gerentes e operadores. A maior parte era de pessoas com antecedentes policiais por tráfico de drogas, homicídio e roubos.
“Eram valores milionários, demonstrando a expertise para evitar detecções dos órgãos fiscalizadores”, contam os delegados.
Em 2023, uma operação contra o grupo criminoso foi feita e 53 pessoas foram presas, entre empresários, comerciantes e um advogado. Naquele ano, foram apreendidas 21 armas de fogo, além de drogas. A investigação descobriu uma ligação dos membros com homicídios cometidos no RS e em Santa Catarina. Eles também seriam responsáveis por ameaças contra autoridades policiais.






