Dezenas de famílias agricultoras da região de Torres estarão em Ipê neste final de semana para comemorar os 40 anos do Centro Ecológico. Algumas participarão da feira prevista na programação, outras irão prestigiar as demais atividades do aniversário da organização não governamental que assessora 500 famílias dos núcleos Serra Gaúcha e Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia.
Do Litoral Solidário fazem parte 268 famílias, organizadas em 46 grupos, de 12 municípios: Osório, Maquiné, Santo Antonio da Patrulha, Caraá, Itati, Três Forquilhas, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Dom Pedro de Alcântara, Torres e Mampituba.
De Mampituba, Dirceu Gonçalves Selau foi um dos primeiros agricultores que acreditou na ideia de produzir banana sem agroquímicos. Em um vídeo publicado no Instagram da ONG, ele recorda que fez o curso de agricultura ecológica em 1991, em Ipê, e parabeniza os que começaram ainda antes dele, como Nelson Bellé, que era agricultor convencional em Antônio Prado e hoje é da equipe técnica no litoral.
Atualmente residindo e produzindo na sede em Três Cachoeiras, Bellé lembra dos primeiros tempos na agricultura ecológica. “Foram momentos não tão tranquilos assim, porque a gente enfrentou uma situação que a sociedade não acreditava no projeto do Centro Ecológico”.
Início
O ponto de partida desta história foi uma área de 70 hectares no então 4º distrito de Vacaria, onde um grupo de técnicos começou a testar práticas sustentáveis de cultivo.
Liderado pela agrônoma Maria José Guazzelli, o Projeto Vacaria, com o apoio da coordenadora da organização sueca Terra do Futuro, Birgitta Wrenfelt, da Pastoral da Terra da Igreja Católica – especialmente do Padre João Bosco Schio – e da adesão de algumas famílias agricultoras, evoluiu para a ONG de assessoria e formação em agricultura ecológica, o Centro de Agricultura Ecológica Ipê (CAE Ipê). Em 1997, com a ampliação do trabalho, o CAE Ipê passou a ser o Centro Ecológico.









