Participou da Tribuna Popular da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Três Cachoeiras – realizada na terça-feira (28 de outubro) o delegado de Polícia do Estado do RS, Juliano Aguiar. Lembrando que a sessão de Três Cachoeiras ocorre geralmente segunda-feira, mas foi transferida nessa vez por conta do adiantamento do feriado do dia do Servidor Público na cidade (de terça para segunda)
Juliano Aguiar já ocupou o posto de Delegado de Polícia Civil de Torres, assim como já atuou em outras delegacias da região (como titular ou substituto). E foi à Câmara de Três Cachoeiras se apresentar e falar sobre seu trabalho atual, na Delegacia do Combate aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) no Litoral Norte. Falou para os vereadores e sociedade três-cachoeirense, município que dentre suas atividades principal tem justamente a produção rural, para venda e para a própria subsistência das famílias locais, a especialidade do posto do delegado.
Juliano lembrou que é da região, reside em Três Cachoeiras, além de ter sido criado em ambiente familiar de produção de subsistência. Portanto, indicando que conhece a atividade econômica e social para qual está sendo designado, além de possuir experiências em trabalhar com comunidades interioranas, como a cidade de Três Cachoeiras.
Denuncia é anônima e importante para a investigação
Em sua fala na tribuna, o delegado Juliano entrou já na parte técnica de seu trabalho na Decrab e a importância de os vereadores ajudarem a difundir as demandas para uma melhor articulação da luta contra crimes rurais. Ele afirmou que a delegacia geralmente entra no sistema para investigar casos que sejam diagnosticados como trabalho de uma quadrilha que possa estar operando de forma sistêmica no município ou na região; mas que também opera apoiando as delegacias de polícia civil gerais locais para investigar eventos que tenham crimes desta ordem demandados.
“Pessoas não quererem apontar quem é o ladrão, se trata de um dos principais problemas de nosso trabalho” afirmou Juliano, ao se referir ao medo que agricultores ou produtores tem de apontar para possíveis nomes de autores de crimes. “Mas existe um sistema de denúncias anônimas ligadas a delegacias que permite que os casos mantenham o anonimato”, completou.
A seguir, Juliano Aguiar informou também acerca de novas tecnologias que estão sendo acopladas ao serviço da Decrab, como câmeras de monitoramento estrategicamente instaladas, assim como a utilização de drones para delinear localidades envolvidas em crimes (e para produzir provas para o trabalho da delegacia). “Não podemos obrigar que os vizinhos digam perante a polícia quem são os autores do abigeato, quando têm medo de errar na identificação, mas garantimos que a polícia não vai sair prendendo um suspeito imediatamente após receber a informação do vizinho; ao contrário: vai investigar com bem mais critérios os verdadeiros autores”, encerrou a participação na tribuna o delegado.
A Delegacia do combate ao abigeato é uma especialização para repressão aos Crimes Rurais e ao Abigeato (roubo de gado de propriedades). São unidades da Polícia Civil do Rio Grande do Sul focadas em crimes no campo. Elas possuem sedes em diversas cidades do estado gaúcho e o atendimento pode ser feito tanto presencialmente quanto online, através da Delegacia de Polícia Online do Agro (Agrodol).






