Crescimento do suicídio em Torres foi pauta de reunião mensal do Conselho de Saúde

Sistema de atendimento à Saúde Mental na cidade está amplificando trabalho de estudo e de medidas para mitigar a tendencia de forma discreta para evitar contaminação

17 de novembro de 2025

Entre os vários assuntos operacionais que foram levados à pauta na reunião mensal do Conselho de Saúde de Torres realizada na terça-feira (11 de novembro), a apresentação detalhada sobre os dados referente a suicídios na região e em Torres foram destaque.

O município de Torres, em 2025, concentra quase um terço dos suicídios oficialmente registrados na região chamada de Belas Praias (parte do Litoral) na regionalização do sistema no RS.  E os dados vêm subindo desde o início da década, com o pico maior no ano de 2022 – quando, à época, Torres liderou o ranking das cidades gaúchas nos tristes dados referentes ao suicídio (pela medição proporcional, sobre o número de Habitantes).

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Em 2025, os técnicos que trabalham no assunto na cidade projetam uma situação similar a de 2022: já que no levantamento parcial do ano, até princípio de outubro, foram registrados 10 suicídios em Torres. E isto fez com que o sistema de Saúde Mental da municipalidade fosse levado a intensificar os estudos e os procedimentos necessários para evitar que mais pessoas cheguem ao ponto de tentar tirar a própria vida.

O trabalho é técnico e feito de forma fechada – para atender a atenção solicitada pelas autoridades no assunto em níveis mundiais. Durante a reunião foi citado que a discrição visa evitar que a mazela seja incentivada ao invés de controlada, assim como a imprensa é orientada para não tratar o assunto de forma sensacionalista, pelo mesmo motivo:  evitar o risco contágio, promovendo a prevenção e a busca por ajuda profissional.

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Centro de Valorização da Vida

 

Um dos trabalhos voluntários para ajudar pessoas que precisam de apoio emocional, com foco na prevenção ao suicídio, é oferecido pelo  CVV (Centro de Valorização da Vida), telefone 188 (ligação gratuita). Desde 1962, o CVV, Centro de Valorização da Vida, oferece serviço de escuta ativa, feito por voluntários que passam por capacitação para conduzir as conversas.

É como explica a porta-voz da organização, Eliane Soares: “Converse pelo tempo que for necessário com um voluntário. Através dessa conversa, onde ela coloca o que está apertando o coração dela, a gente costuma dizer que é como se ela fosse esvaziando o seu copinho interno das emoções, desses sentimentos que muitas vezes são um pouco confusos. Então, quando ela vai colocando para fora, ela vai desabafando, e internamente vai se organizando. Então, essa é a ideia dessa conversa que acolhe”.

 

 

 

 

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Publicado em: Saúde






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