Há um momento do ano em que Torres parece respirar diferente. É quase imperceptível no início: um hibisco que se abre mais vermelho do que o normal, um vento morno que atravessa as ruas como quem anuncia novidades, um rumor de passos apressados limpando as casas que esperam, ansiosas, pela temporada de veraneio. A cidade tem seus próprios rituais para receber o verão, e a SAPT, como quem já viu gerações repetirem esses gestos, guarda cada detalhe com o carinho de quem cuida da memória.
O verão sempre chega primeiro no olhar dos moradores antigos. Eles percebem quando a luz muda de tom, deixando as manhãs douradas e os fins de tarde mais longos. As janelas se abrem, os móveis tomam sol no pátio, os corredores ganham cheiro de reencontro. E enquanto isso, lá fora, os hibiscos, sempre eles, começam a pontilhar os caminhos que levam à praia, lembrando que a cidade está viva e pronta para florescer de novo.
A orla também desperta aos poucos. Primeiro vêm os guarda-sóis tímidos, instalados por quem não resiste à antecipação. Depois, como um mosaico que se forma peça por peça, as cores se espalham pela praia, tingindo a areia de azuis, amarelos, listras e flores. É uma paisagem que evoca memórias antigas, quando os trajes de banho eram feitos de tecidos pesados, escuros, compridos, criados para esconder cada pedaço de pele do sol e, sobretudo, da sensualidade.
Era o tempo em que o mar se observava mais do que se mergulhava, em que a prudência ditava a moda e a liberdade ainda não tinha firmado moradia na beira da praia.
As curas dos banhos de mar e a vontade de se mexer

Mas o banho de mar, mesmo antes dos trajes leves e das liberdades de hoje, já era reconhecido como cura: cura do corpo, cura da alma. As famílias vinham em busca da água salgada que fortalecia, renovava, revigorava. Diziam que o mar tratava o pulmão, clareava a mente, punha tudo no lugar. E de certa forma, ainda se diz, basta entrar na água para sentir a saúde se expandir.
Com o tempo, os tecidos se soltaram, os modelos encurtaram, a liberdade venceu o peso das roupas que o verão insistia em contrariar. E junto com as cores dos novos trajes, vem aquela vontade quase instintiva de se mexer. As quadras da SAPT começam a ganhar ainda mais vida antes mesmo de dezembro: o tênis ao entardecer, o beach tênis com a brisa soprando, o futebol que reúne velhos amigos depois de um dia de sol. Cada partida parece anunciar que a temporada começou, ainda que silenciosamente.
Quando o verão entra de vez, a SAPT se transforma em palco natural de grandes histórias da cidade. As festas ganham mais brilho, as noites ficam mais longas, e a brisa se encarrega de levar música, gargalhadas e segredos de um canto a outro do clube. Há um encanto nesse tempo em que todos querem viver mais, aproveitar mais, reencontrar mais. É a alegria de quem sabe que o verão é feito de intensidade, mas também de memórias que duram a vida toda.
Quem observa tudo isso percebe: não é apenas a estação que está chegando. É uma tradição que se renova. É a cidade reencontrando seu ritmo natural. É a SAPT abraçando mais um verão com a sabedoria de quem já viu muitos, mas ainda se emociona com cada novo início. E assim, entre hibiscos, brisa, guarda-sóis, mergulhos e histórias que não se apagam, Torres se prepara para viver mais uma temporada inesquecível.
Abertura do Verão Sapt neste dia 06 de dezembro
O verão volta, como sempre, e a SAPT abre suas portas, sua alma e suas memórias para recebê-lo. E neste dia 06 de dezembro teremos a tradicional Abertura de Verão da SAPT, com diversas atrações e modalidades, garantindo diversão para a família toda. Fica o convite para prestigiarem este momento com a gente!






