OPINIÃO – EMBATE NA BASE ALIADA DO GOVERNO DE TORRES TEM TRÉGUA TEMPORÁRIA DE NATAL?

Coluna de Fausto Júnior em A FOLHA - Torres - RS

FOTO DE ARQUIVO - Fachada parcial do Centro Administrativo da Prefeitura de Torres
14 de dezembro de 2025

Estive com o prefeito Delci Dimer para saber sua versão sobre os fatos gerados acerca da eleição da presidência da Câmara de Torres e a versão do presidente reeleito Igor Beretta. Ele me disse que não há nada… Que o que houve foi uma cobrança dele (Delci) para que Igor cumprisse o compromisso firmado no início do ano, onde Igor teria prometido que 2026 seria outro presidente, o que não foi cumprido (conforme Delci). E que todos os outros assuntos (e embates) entre a Câmara e seu governo foram causados por não ter dado certo a articulação política para trabalhar neste setor em seu mandato, o que teria mudado.

Mas, por outro lado, o presidente Igor, durante uma espécie de “pedido de explicação” que realizou na sessão da Casa Legislativa de segunda-feira, dia 8, revelou outra narrativa… Ao indicar que o “inquirido” teria realizado injuria contra os vereadores da Câmara, quando insinuado que todos vereadores estariam vendidos, Igor afirmou que houve, sim, uma força estranha vinda de dentro do poder executivo para derrubar sua candidatura – de certa forma acreditando no que dizia o inquirido, desfazendo o seu próprio argumento de ter havido injuria, pois (parece) seria justamente uma forma de forças empreenderem para trocar votos no eventual presidente da Câmara. Ou não?

Ao que parece – e analisando as falas do vereador Igor Beretta na tribuna, em entrevistas na rádio em um podcast da cidade – houve (e talvez ainda haja) um certo enfrentamento com o prefeito Delci Dimer, que não se reduz somente à questão da presidência da Câmara. Vai adiante, e parece que haverá “outros rounds”.

Tudo isso e mais um pouco emite uma sinalização que o ‘sistema de alta pressão’ que estaria passando dentro do MDB de Torres não se dissipou. Talvez esteja passando por um período de trégua. Natal é Natal.

Na prática, penso que quem perde é o eleitor, dos dois lados, porque muita coisa que tentou se fazer na cidade teve que voltar atras ou trocar o conteúdo, tudo por conta de fogo amigo ou briga de egos. O verão está chegando e a realidade bate à porta, e bate (como sempre) cobrando coisas que deixarem de ser feitas. Ou não?

 

 




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