Nesta quarta-feira (1º de abril), a Prefeitura de Torres inaugurou oficialmente o Centro de Referência em Transtorno do Espectro do Autismo (TEAcolhe).
A cerimônia contou com a presença do prefeito Delci Dimer junto com a da primeira-dama Cibele Poli Messinger, além do vice-prefeito André Pozzi e sua esposa, Fernanda Bitelo. O ato solene reuniu ainda diversas lideranças que ajudaram a viabilizar o projeto, incluindo a Secretária Municipal de Saúde, Claudia Morel, o Coordenador da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde, Robson Bobsin Brehm, e o Presidente da Câmara de Vereadores de Torres, Igor dos Santos Beretta.
“O novo espaço é oriundo de um programa do Governo do Estado do RS, ao qual o município de Torres se habilitou para oferecer atendimento multidisciplinar especializado, beneficiando não apenas Torres, mas também as famílias de Morrinhos do Sul, Mampituba e Dom Pedro de Alcântara”, explica a comunicação da prefeitura de Torres
O descerramento da placa foi acompanhado por “aplausos silenciosos” — um gesto de agitar as mãos no ar para garantir o conforto auditivo dos presentes — reforçando o compromisso do novo centro com o cuidado e o respeito às pessoas autistas.
Viabilidade financeira e economia
De acordo com informações da Prefeitura de Torrres, o TEAcolhe local conta com uma equipe formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros especialistas. “A unidade iniciará atendendo 30 pacientes, com a meta de alcançar 150 pacientes e 1.200 a 1.300 atendimentos mensais em seis meses”.
Conforme sinalizou o prefeito Delci Dimer, em seu discurso no evento, o grande número de ações na justiça, por cidadãos buscando garantir atendimento de saúde aos seus familiares que encontram-se no espectro autista, também foi uma das razões que indicaram a necessidade do governo de oferecer mais essas vagas na cidade. Conforme Delci, os custos dos processos na justiça acabam sendo mais caros do que o tratamento oferecido pelo TEAcolhe e também pela APAE.
De acordo com informações captadas por A FOLHA Torres, os recursos oferecidos pelo Estado do RS – na parceria para viabilização financeira do programa – pagariam a estrutura mais fixa de custos para o funcionamento do TEAcolhe, o que sugere certo equilíbrio para os cofres municipais.
O imóvel foi alugado já com reformas feitas pelos proprietários, adaptando a edificação às demandas das novas atividades de Saúde e Assistência Social pela prefeitura e pelo Estado do RS.

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