Durante pronunciamento na Câmara Municipal de Torres, o vereador Moisés Trisch (PT) abordou as denúncias envolvendo Daniel Vorcaro, o Banco Master e possíveis relações políticas com lideranças da extrema direita nacional. Embora tenha destacado que o tema não seja diretamente local, o parlamentar afirmou que Torres “não é uma ilha” e que os escândalos nacionais também repercutem nos municípios, especialmente quando envolvem recursos públicos, instituições financeiras e projetos políticos.
Moises relacionou o caso às críticas históricas do Partido dos Trabalhadores à chamada independência do Banco Central. Para o vereador, o episódio reforça a tese de que uma autoridade monetária afastada do controle democrático pode ficar mais suscetível à influência do mercado financeiro. Segundo ele, as acusações contra Vorcaro indicam uma tentativa de interferência em decisões do Banco Central para obtenção de vantagens indevidas. Creditou a situação atual do BC a medidas aplicadas no governo Bolsonaro (2019/2022).
A seguir o vereador Zé Milanez (PL), depois de falar sobre muitos assuntos operacionais na tribuna, devolveu uma espécie de resposta a seu colega sobre política nacional. O liberal afirmou que não seria possível debitar mazelas atuais aos 4 anos do governo Bolsonaro – quando o PT já governou o Brasil em todos os outros anos, desde 2003 até atualmente, por mais de 20 anos.
Política nacional recebendo pitacos na Câmara, o que até acho bom, embora sugira que os vereadores reconheçam que têm pouca alçada para modificar tais questõe
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