Com o ciclo de filmes de julho, o Cineclube Torres se propõe a “fortalecer a luta pelo fim da escala 6×1 para permitir às trabalhadoras e aos trabalhadores de todos os setores mais oportunidades de lazer, cultura, crescimento pessoal e interpessoal, momentos familiares”, segundo os organizadores.
O ciclo iniciou na última segunda (06/07) com o Filme brasileiro “Criadas” (2026) de Carol Rodrigues – o primeiro longa-metragem da roteirista e diretora queer e negra Carol Rodrigues, premiada por várias curtas “A Felicidade Delas” (2019) e “A Boneca e o Silêncio” (2015). A película foi exibida numa parceria do Cineclube Torres com o projeto nacional Sessão Vitrine Petrobrás.
Na sequência, o ciclo de julho prevê dois clássicos da cinematografia mundial: “O que fiz para merecer isto?” (1984) do Pedro Almodóvar – com a magnífica Carmen Maura no papel de uma faxineira suburbana – será exibido na sessão da próxima segunda-feira (13/07). Já o sensível “O cheiro da papaia verde” (1993), do vietnamita Tran Anh Hung será exibido dia 27/07.
Completa a seleção, no dia 20/07 será exibido um recente filme francês, “Entre dois mundos” de 2021, sobre uma renomada autora francesa que decide escrever um livro sobre a precariedade do trabalho das faxineiras, vivenciando pessoalmente essa realidade.
As sessões são sempre realizadas às segundas-feiras, sempre às 20h na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo (rua Pedro Cincinato Borges 420), em parceria com a Up Idiomas Torres e com entrada franca até a lotação do espaço.
O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.
Sobre o Filme desta segunda (13/07)
Em “O que fiz para merecer isto?” Gloria (Carmen Maura) trabalha dobrado para sustentar o marido infiel e uma sogra exploradora. Mas a dupla jornada, o vício em remédios controlados e o bairro problemático levam a uma espiral de acidentes e confusões.
‘”Que Fiz Eu Para Merecer Isto? se destaca entre os filmes menos estilizados de Almodóvar, mas talvez seja um dos mais importantes no retrato e problematização dos dilemas urbanos e domésticos da classe trabalhadora de Madri (e de grande parte do mundo ocidental). Densa população, moradias quase inabitáveis, analfabetismo, delinquência juvenil, abuso de drogas e desemprego em índices altíssimos – ainda maiores para as mulheres. Tudo devidamente retratado e criticado, ainda que com gargalhadas garantidas e a assinatura singular de Pedro Almodóvar.’ (Conrado Heoli)

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