‘Dar a vara de pescar ao invés de dar o peixe’. Para mim, fornecer transporte público gratuito nas cidades é uma demonstração dos governos que assim o fazem (como o de Torres pretende) desse ditado, militado por ideologias liberais. É que isso não impacta no direito de ir e vir e escolher dos cidadãos, mas ao mesmo tempo fornece condução para que as pessoas realizem seus projetos de vida sem ter aumentar custos.
Um trabalhador pode alugar uma casa mais barata longe do centro e manter um emprego no centro sem ter aumento de custos com gasolina e manutenção de um veículo. Uma dona de casa que resolve cuidar da casa para baratear custos de vida de organização da alimentação, limpeza e cuidados familiares pode se beneficiar quando puder, através do transporte grátis, buscar um alimento mais barato no centro sem ter de depender de carro próprio para isso.
São várias as outras vantagens de transporte público gratuito, em minha opinião. Jovens podem ir até suas escolas com mais liberdade, podem visitar amigos em outros bairros sem depender de dinheiro para transporte (nem sempre disponível), amigos podem se visitar e conviver mais sem terem carros próprios e etc.
Penso que, aos poucos, a sociedade pode ir trocando bolsas de auxílio direto por fornecimentos de serviços coletivos gratuitos. O Vale-transporte pode cair com a ideia do Tarifa Zero… ou não? Um exemplo que melhora a vida de todos e deixa o cidadão menos dependente de auxílios diretos – assim como empresas menos obrigadas a oferecer penduricalhos exigidos por leis populistas.
OPINIÃO – Férias de Julho e Turismo em Torres

As cidades da orla do litoral norte foram e são desenvolvidas principalmente por conta das atividades do Veranismo. Como o nome sugere, é praticada no “verão” (veranismo), mas ela exige, em muitos casos, investimentos em imóveis nas cidades, uma prática que vêm sendo (há tempos) uma forma de aquisição de patrimônio das famílias gaúchas. Pessoas que usam suas poupanças para comprarem casas ou apartamentos nas praias, justamente para praticar melhor o “veranismo”.
O veranismo é também o uso das férias escolares das crianças, adolescentes e adultos no verão, chamadas em geral de férias grandes: dezembro, janeiro e fevereiro. Mas existem as férias pequenas, no Brasil acontecidas em julho. E as famílias em geral procuram planejar o período para propiciar uma convivência de lazer, ou oferecer aos filhos a possibilidade de saírem de suas cidades para aproveitar o período sem aulas.
Penso que Torres não tem costumado oferecer grandes destaques locais para incentivar que as famílias ((principalmente da serra gaúcha e grande POA) possam aproveitar , na baixa temporada, os milhares de imóveis de segunda residência constituídos na cidade. Se o turismo de Torres planejar eventos para jovens para a segunda quinzena de julho, o destino para turismo de verão poderia fortalecer a utilização de todo o seu potencial estrutural de acolhimento (equipamentos, natureza, hotelaria e gastronomia) também no inverno, talvez criando uma pratica de uso do lugar pelos visitantes no período inverso do tradicional “veraneio”. E começar com o aproveitamento das férias de julho das famílias brasileiras poderia ser um bom começo disto tudo.
Tramandaí e Arroio do Sal têm a Festas do Peixe e a Festa do Pescador, quando aproveitam a safra sazonal da pesca de tainha como âncora, mas apresentando em paralelo os diferenciais da cidade e outras atrações para convivo familiar. A festa de Arroio do Sal geralmente feita no final de julho, pega o período em que todas as escolas do Estado estão de férias.
Gramado -mais conhecida como destino de inverno – conseguiu promover o Natal como uma forma de turismo de consumo inverso do tradicional. Atualmente capta muitos turistas também no verão, em alguns casos com mais movimento do que a época de frio, desde que implementou o Natal Luz e outros produtos turísticos, o que mostra que a atração sazonal pode ser invertida, desde que tenha uma âncora. Criar um atrator em julho para Torres poderia ser eficiente. Uma humilde sugestão.
OPINIÃO – EDUCAÇÃO POLÍTICA PASSA A INTEGRAR CURRÍCULO ESCOLAR BRASILEIRO. SERÁ MENTIRA?

A Presidência da República do Brasil sancionou duas leis voltadas ao fortalecimento da formação cidadã no país. As normas incluem a educação política e os direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica.
Com a mudança, a legislação passa a prever expressamente que os estudantes tenham acesso a conteúdo voltados à compreensão da organização da sociedade, do exercício da cidadania e da participação democrática. (fonte – Agência Brasi)
OPINIÃO – Pelo que entendi, escolas vão ser OBRIGADAS a ensinar para as crianças, por exemplo, que o acesso universal e gratuito à SAÚDE é um direito de TODOS os brasileiros e um DEVER do Estado ( União, Estados e Municípios), mesmo que isso não ocorra e não seja cobrado pela justiça a tal ponto…. isso mesmo quando até alguns dos ministérios e secretarias públicas das três esferas da administração pública pagam, para os servidores públicos, planos de saúde privado para atender a “dignidade “dos funcionários (ao oferecer Saúde que funciona?).
Penso que, com a tal da inteligência artificial, será difícil provar para os alunos (ou aos pais dos alunos) que esse ensinamento sobre Saúde não é uma mentira, assim como explicar por que não dá para a população se rebelar contra essa mentira por conta de ser considerada golpista. A evasão escolar deve aumentar. Ou não?
