Nomes de ruas em Torres (parte 4): Por trás das placas, algumas histórias

Prosseguindo com a série sobre os personagens que emprestaram seus nomes para as ruas e logradouros de Torres, trago nesta semana mais algumas figuras, algumas bastante conhecidas, outras nem tanto, mas que de alguma maneira fazem parte da história da cidade.

FOTO – Vista aérea de Torres (em Prefeitura De Torres)
20 de setembro de 2026

Prosseguindo com a série sobre os personagens que emprestaram seus nomes para as ruas e logradouros de Torres, trago nesta semana mais algumas figuras, algumas bastante conhecidas, outras nem tanto, mas que de alguma maneira fazem parte da história da cidade.

 

Travessa Oscar Raupp

Oscar Raupp foi um dos primeiros comerciantes de Torres a manter uma loja de departamentos, daquelas onde se encontrava praticamente de tudo. Uma loja bem diversificada, como se dizia antigamente.

Nasceu na Colônia São Pedro, em 4 de novembro de 1904, e era o mais velho de oito irmãos. Depois de trabalhar em Porto Alegre, retornou a Torres e aqui passou a se dedicar ao comércio.

Também participou da vida política do município, sendo vereador no período de 1947 a 1951.

Oscar Raupp teve ainda participação na hotelaria torrense. Foi proprietário do Farol Hotel, empreendimento que vendeu, em 1938, para Alfiero Zanardi e Jaime Pozzi.

Hoje, seu nome permanece na placa de uma pequena travessa da cidade. Para quem passa por ela, talvez seja apenas mais um nome. Mas, como estamos vendo nesta série, por trás de cada nome existe uma história.

 

Rua Oswaldo Aranha

Oswaldo Aranha foi um político e diplomata brasileiro que teve participação em importantes momentos da história do Brasil.

Gaúcho, nasceu em Alegrete, em 1894, em uma família de tradição política. Formou-se em Direito e ainda jovem entrou para a política, aproximando-se de Borges de Medeiros.

Ao longo de sua carreira ocupou diversos cargos públicos e teve importante atuação na política externa brasileira. Em 1947, foi presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, durante a primeira sessão realizada em Nova York.

É um daqueles nomes bastante conhecidos da história política brasileira e que acabou também chegando às placas das ruas de Torres.

 

Rua Joaquim Ferreira Porto

Joaquim Ferreira Porto era filho do Tenente Ricardo Ferreira Porto e neto do conhecido Alferes Manoel Ferreira Porto, personagem que já apareceu em uma das colunas anteriores desta série.

Nasceu em Torres, em março de 1843. Casou-se, em 1863, com Maria Anastácia da Silveira, com quem teve seis filhos: Cândida Silveira Porto, Theodora Silveira Porto, Maria da Silveira Porto, Alcebíades Silveira Porto, Alemerindo Silveira Porto e Procópia Silveira Porto.

Joaquim faleceu em 24 de abril de 1882.

Mais um personagem ligado às antigas famílias de Torres e que hoje é lembrado, para a maioria das pessoas, apenas pelo nome em uma placa de rua.

 

Rua Júlio de Castilhos

Júlio Prates de Castilhos nasceu em 29 de junho de 1860 e foi jornalista e político, tornando-se uma das figuras mais importantes da política do Rio Grande do Sul no início da República.

Foi presidente do estado por duas vezes e teve papel fundamental na implantação do pensamento positivista na política gaúcha. Foi também um dos principais responsáveis pela elaboração da Constituição Estadual de 1891.

Entre seus conterrâneos, ficou conhecido como o “patriarca do Rio Grande do Sul”.

Em Torres, seu nome está em uma das ruas mais conhecidas da cidade e, curiosamente, é também uma das ruas que ainda conserva muito da antiga ocupação urbana.

 

Ainda há muitas histórias

Como já falei nas colunas anteriores, esta pesquisa está longe de terminar. São muitas ruas e logradouros e, consequentemente, muitos personagens para descobrir.

Alguns nomes são conhecidos por todos, outros praticamente desapareceram da memória da cidade. E é justamente aí que está a graça desta pesquisa: descobrir quem foram essas pessoas e por que, em algum momento, alguém decidiu que elas mereciam ter seus nomes colocados em uma rua.

Ainda tenho pela frente nomes como Alexandre Maggi, Luiz Gonzaga Capaverde, Jayme Pozzi, José Maia Filho, José Amâncio da Rosa, José Nereu Quartiero, Altemar Esteves de Aguiar, Alexandrino de Alencar, Calino Venâncio de Matos, Desembargador Vieira Pires, Elizeu Kuwer, José Tertuliano, Luiz Bauer, entre tantos outros.

Portanto, a série continua. Afinal, quando começamos a prestar atenção nos nomes das ruas, percebemos que estamos, na verdade, andando por dentro da história de Torres.

 

Fontes: Moradores da Rua Júlio de Castilhos, Maria Helena Lima da Silva. Remembranças de Torres, Guido Muri. Torres Origens, Ruy Ruschel.  https://vejario.abril.com.br/coluna/daniel-sampaio/assassinato-pinheiro-machado.




Veja Também





Links Patrocinados