Editorial

3 de dezembro de 2009

 No centro do encontro, organizaçíµes ambientalistas fazem campanhas e ameaças, sugerindo a proximidade do fim do mundo caso o caminho adotado pelo homem continue obedecendo ao norte egoí­sta e dinheirista do mundo civilizado. De outro, arautos anunciam que os prognósticos colocados na mesa sob as mudanças climáticas não possuem provas cabais e defendem que a questão é mais uma manobra dinheirista dos que querem ganhar financeiramente com as medidas propostas, como no crédito de Carbono ou no processo competitivo entre empresas atualmente dominantes no Planeta, dentro outros. Mas a questão deve ser responsavelmente vista com os fatos atuais e as provas cabais que o aumento do consumo sem regras no planeta tem gerado no dia-a-dia das pessoas que vivem no mesmo espaço. As mazelas atuais causadas pela poluição do ar, das águas, do lençol freático e da terra já são temas bastante palpáveis para ser pauta séria das discussíµes. O custo que os paí­ses e a humanidade pagam para reverter situaçíµes já estabelecidas é uma prova mais do que cabal da necessidade da criação de regras democráticas para combater o mal.

 

A importância negativa que o Petróleo, por exemplo, exerce nas mazelas sociais humanitárias causadas pelo excesso de consumo é notória. O combustí­vel fóssil e finito é de utilização eclética e importante, mas gera poluiçíµes desde sua exploração até as dificuldades de descarte autosustentável de praticamente todos seus subprodutos. A discussão de polí­ticas e subsí­dios pra que as naçíµes produzam mais energia e bens de consumo baseado em outra fonte de matéria prima é fundamental e importante na discussão. A questão da dependência financeira da exploração do petróleo de várias naçíµes e cadeias produtivas é a maior pedra no caminho das autoridades mundiais; e a competitividade maior das empresas que continuarem a produzir em ní­veis conservadores perante as novas alternativas deve ser, então, o centro da discussão pragmática.

 

A defesa incondicional de polí­ticas públicas mundiais que incentivem os cidadãos do planeta Terra para que andem menos de automóveis, utilizem mais transporte público em grandes centros e comprem carros com menor emissão individual de gás carbí´nico e consumam menos energia não ajuda somente o brecamento do Efeito Estufa; a medida ajuda que as doenças respiratórias e do stress diminuam no planeta e o custo social na saúde das naçíµes também diminua.

 

O lixo e suas mazelas coletivas também deveria ser centro de decisíµes prática de polí­ticas pública de incentivos espraiados por todo o planeta, principalmente nos paí­ses mais populosos e consumistas, ou seja, os ricos e os em desenvolvimento. Uma fórmula de transformar os dejetos em energia já é fato real. Só falta uma polí­tica integrada de açíµes e um regramento que permita uma maior competição no comercio mundial para não beneficiar os egoí­stas e prejudicar os verdadeiros apoiadores de um mundo mais limpo e auto-sustentável. O custo que a poluição dos rios, córregos e mares trazem para o mesmo homem que larga dejetos in natura no ambiente é extremamente grande e envolve várias atividades. Cidades gastam bilhíµes de dólares anualmente para combater alagamentos causados pelo mal e atividades geradores de emprego e renda são prejudicadas como o Turismo, a Pesca, dentre outras.

 A discussão do Efeito Estufa é uma das discussíµes mais importantes que a humanidade traz consigo neste novo milênio. Prognósticos catastróficos alimentam o medo de um lado; ceticismo alimenta a continuidade do atual sistema de crescimento da humanidade de outro. Mas no centro de tudo isto existe fatos reais, que estão aqui, na nossa rua, nos nossos rios, no ar que respiramos. E isto não tem quem diga que não existe. Trata-se de do resultado das açíµes atuais e das atuais doenças da sociedade, hoje consumidora de muito dinheiro público, cobrado de nós consumidores de forma cada vez mais voraz


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